Esporte
Martine Grael comemora ano de 2014 cheio de glórias
Vela
A velejadora Martine Grael, juntamente com sua parceira Kahena Kunze, conquistou muitos prêmios durante a temporada de 2014.
Entre eles, as duas de apenas 23 anos foram eleitas em 2014 as melhores velejadoras do mundo pela Federação Internacional de Vela (ISAF, na sigla em inglês).
O fato de terem conquistado o título de melhores da temporada com tão pouca idade só reforça como Martine e Kahena têm pela frente um futuro que tem tudo para ser ainda mais brilhante.
Começo fulminante e final glorioso
Sobre a temporada que se encerra, Martine lembra que a dupla iniciou o ano com o pé direito. “Em 2014, começamos firme”, recorda a velejadora. Juntas, as brasileiras somaram títulos “um atrás do outro”, nas palavras de Martine.
As duas brilharam no Campeonato Americano, nas Copas do Mundo de Miami, de Palma de Mallorca (Espanha) e de Hyèrs (França) e também na Semana Olímpica de Garda Trentino (lago da Itália).
Assim, antes da metade do ano Martine e Kahena haviam se firmado no topo do ranking mundial. Tanto sucesso, entretanto, não era o esperado. “Foi meio uma surpresa...”, reconhece Martine.
Depois do Campeonato Europeu, a dupla teve uma ligeira baixa, segundo Martine. Mas então veio o evento-teste “Aquece Rio”, em agosto, na capital fluminense, quando a dupla levou o troféu.
“Depois veio o Mundial e a gente ganhou”, simplifica Martine, sobre o título da 49er no chamado Mundial de Todas as Classes, disputado em setembro, em Santander, na Espanha.
Sobre o grande momento de 2014, a conquista do título no Mundial da Espanha, Martine lembra que as vitórias nas regatas foram “sofridas”.
Mas brinca ao dizer que as provas se mostraram “um bom preparo contra ataque cardíaco” para quem estavam assistindo.
Lenda do esporte
Para se ter ideia, o pai de Martine, Torben Grael, um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro e reconhecido como uma das lendas da vela mundial — é dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas delas de ouro, entre outros diversos troféus — foi reconhecido como o melhor do mundo apenas em 2009, quando já estava com 49 anos.
Início da carreira
No ano em Torben Grael foi eleito o melhor do mundo, em 2009, Martine e Kahena, então com 18 anos, já haviam brilhado juntas, tendo sido campeãs mundiais da classe 420 em Búzios (RJ).
As duas se conheciam desde criança, quando competiram pela Optmist, o barco-escola da vela, em Niteroi-RJ.
A dupla, entretanto, se desfez. Martine foi velejar na classe 470 com Isabel Swan, mas, em novembro de 2012 retomou a parceria com Kahena, logo que a classe 49er foi oficializada e entrou para o programa olímpico, já para os Jogos do Rio 2016.
Em 2013, a dupla já mostrou sua força, com excelentes resultados na temporada, até chegarem a vice-campeãs do primeiro Mundial da nova classe, em Marselha, na França, perdendo apenas para as neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech em meio a 53 duplas inscritas. Na sequência, assumiram a liderança do ranking mundial da classe.
2015 e Bolsa Pódio
Uma das esperanças de medalha do Brasil para os Jogos Rio 2016, Martine Grael, 1,68m e 62kg, é contemplada com a Bolsa Pódio do governo federal, incentivo concedido para ajudar na preparação dos atletas do país com mais chances de subir ao pódio nos Jogos de 2016.
Para ela, o retorno do investimento no esporte vem se refletindo em bons resultados dos brasileiros no cenário internacional.
Para a próxima temporada, o plano, já traçado juntamente com o técnico espanhol Javier Torres, é tentar seguir com os bons resultados. O principal, entretanto, é manter a regularidade . “Temos alguns campeonatos-alvo”, avisa Martine.
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