Você está aqui: Página Inicial > Esporte > 2014 > 12 > Exemplo da Copa é fundamental para as Olimpíadas

Esporte

Exemplo da Copa é fundamental para as Olimpíadas

Destaques

Após o mundial, País passou a ter protocolos de segurança. Na sustentabilidade, um legado alcançado foi a coleta seletiva do lixo em todos os estádios
por Portal Brasil publicado: 05/12/2014 11h38 última modificação: 05/12/2014 11h38
Divulgação/Davi Fernandes/ME Secretário executivo Luis Fernandes durante o seminário Copa 2014: legados para o Brasil

Secretário executivo Luis Fernandes durante o seminário Copa 2014: legados para o Brasil

Poucos meses após o encerramento da Copa do Mundo da Fifa 2014, o evento já evidencia legados deixados no Brasil e repercute na organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

As consequências do Mundial e suas repercussões foram analisados durante o seminário “Copa 2014: Legados para o Brasil”, encerrado nesta quinta-feira (4), no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.

“É um privilégio poder organizar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos em sequência. Ganhamos muito com isso. Temos algumas estruturas que serão comuns aos dois eventos, como o Maracanã, que receberá as cerimônias de abertura e encerramento”, afirma o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes.

Segundo ele, a organização dos Jogos de 2016 terá outros grandes desafios ao longo da preparação. No entanto, o caminho foi facilitado. “O ganho do aprendizado da Copa nos coloca em melhores condições para enfrentá-los”, acredita.

Nos painéis realizados ao longo do seminário, diversas autoridades destacaram a importância da integração entre os entes envolvidos.

“A mobilização e o comprometimento das pessoas e das instituições foram fundamentais”, disse o secretário de Turismo e Esporte de Minas Gerais, Tiago Lacerda, ressaltando a conscientização de todos em torno de um objetivo.

“Após a escolha do Brasil, alguns órgãos falavam que o evento ainda estava longe e que eles tinham outras prioridades. Precisamos fazer um trabalho de base, mostrando a importância de seguirmos um cronograma”, exemplificou.

Para Ricardo Trade, diretor-executivo do Comitê Organizador Local da Copa (COL/Fifa), a integração proporcionou segurança de que as metas seriam cumpridas.

“Ter todos remando para o mesmo lugar foi muito importante. Isso fica como legado. A governança compartilhada e integrada dava  tranquilidade para a organização”, analisou.

“Precisamos ter mais eventos esportivos pela frente que mostrem ao mundo a nossa capacidade de organizar. Não tenho dúvidas de que os Jogos Olímpicos também serão um sucesso”, acrescentou.

Novo patamar

A preparação de diversos órgãos de segurança para o Mundial de futebol também deixou um legado para os próximos eventos a serem realizados no Brasil.

“Passamos a ter protocolos de segurança que não tínhamos antes. Hoje somos melhores do que antes da Copa do Mundo e vamos aproveitar esse legado para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos”, adiantou o coronel Antônio Ruy Costa Júnior, gerente de operações da Assessoria Especial para Grandes Eventos, do Ministério da Defesa.

“A nossa maior preocupação era a possibilidade de um atentado terrorista. Fizemos uma preparação muito bem feita, com vários treinamentos baseados no trabalho da inteligência”, contou, acrescentando que já está sendo realizado um planejamento conjunto para o Rio 2016, com avaliações de risco.

O subsecretário extraordinário de Grandes Eventos da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Chaves, destacou o significado da realização da Copa do Mundo para o aperfeiçoamento da segurança da capital carioca.

“Trabalhamos com o pressuposto de que, se a cidade estivesse mais segura, todos os eventos seriam mais seguros. Então pensamos no dia a dia do cidadão, que é o mais importante”, ponderou.

“Queremos aproveitar essa janela de oportunidades dos grandes eventos para entregarmos uma cidade mais segura, com mudança de imagem significativa e definitiva, e para que o Rio de Janeiro possa explorar todo seu potencial turístico, de investimentos, e rever o cenário de degradação que se instalou principalmente na década de 1990”, continuou, desejando que essa transformação seja o principal benefício das competições para a Cidade Maravilhosa.

Sustentabilidade

Outro importante legado alcançado pelo Mundial foi em relação à sustentabilidade. Além das certificações já concedidas a oito dos 12 estádios que receberam as partidas, o evento contou com a coleta seletiva do lixo.

Ao todo, 6.944 catadores foram beneficiados pela competição, sendo que 793 (525 mulheres) tiveram a oportunidade de atuar dentro dos estádios.

“Tivemos que fazer valer essa possibilidade de estar dentro dos estádios fazendo a coleta seletiva. Poderiam simplesmente ter contratado uma empresa, mas não queríamos apenas receber os materiais nos galpões”, contou Severino Lima Júnior, coordenador do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis.

Segundo ele, a coleta representou um incremento médio de 50% no volume de materiais recicláveis comercializados pelas organizações de catadores envolvidas na prestação de serviços.

Além disso, 1.385 containers usados na Copa foram doados para redes de cooperativas. E o reflexo também foi evidente no bolso: a renda dos catadores, contratados para atuar nos estádios e nas Fan Fests, saltou de cerca de R$ 700 para quase R$ 2 mil.

Fonte:
Ministério do Esporte

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Jogos Paralímpicos | Shirlene Coelho
A jogadora paralímpica de lançamento de dardos, discos e arremesso de peso, Shirlene Coelho, comenta a importância do esporte em sua vida
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens para todo o País
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
A jogadora paralímpica de lançamento de dardos, discos e arremesso de peso, Shirlene Coelho, comenta a importância do esporte em sua vida
Jogos Paralímpicos | Shirlene Coelho
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens para todo o País

Últimas imagens

Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Divulgação/Brasil 2016
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Divulgação/Ministério da Educação
Nadador Gustavo Borges tem quatro conquistas em olimpíadas: duas pratas em Barcelona, e nos 200 metros livres em 1996) e dois bronzes em 1996 e no revezamento em 2000
Nadador Gustavo Borges tem quatro conquistas em olimpíadas: duas pratas em Barcelona, e nos 200 metros livres em 1996) e dois bronzes em 1996 e no revezamento em 2000
Divulgação/Brasil 2016

Governo digital