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Esporte

Título de Medina é chance para estruturar surf, avalia dirigente

Prática esportiva

Adalvo Argolo, presidente da Confederação Brasileira de Surf, acredita que título mundial pode oferecer oportunidades e atrair novos adeptos
por Portal Brasil publicado: 20/12/2014 12h08 última modificação: 20/12/2014 12h08

O inédito título de campeão do mundo de surf profissional que o brasileiro Gabriel Medina conquistou nesta sexta-feira (19), no Havaí, pode abrir uma "janela de oportunidades" para a estruturação da modalidade no País, beneficiando atletas de alto rendimento e atraindo novos adeptos. A opinião é do presidente da Confederação Brasileira de Surf (CBS), Adalvo Argolo.

“O Medina é a pessoa certa, no momento certo. Então, para nós, dirigentes, a preocupação é sabermos aproveitar o momento para não cometermos o mesmo erro que o tênis cometeu com o Gustavo Kuerten, que popularizou o esporte sem que nada fosse feito para garantir a continuidade”, disse.

Empresário da indústria do surfwear, Argolo reconhece que uma das falhas do setor é não ter informações confiáveis sobre o número de praticantes, do quanto em dinheiro a indústria do surf movimenta no Brasil e dos benefícios do esporte para os atletas e para a sociedade.

Segundo o dirigente, esses dados seriam importantes para evidenciar o potencial econômico e social dos esportes de ação.

O dirigente citou ainda o caráter inclusivo do surf, que conta com escolinhas gratuitas espalhadas por várias cidades do País. “O surf é hoje um dos esportes que mais favorecem à inclusão social. Há projetos em praticamente todas as grandes cidades do litoral brasileiro”, relatou.

Novas oportunidades

Professor da primeira escola pública de surf do Brasil e da primeira faculdade de Educação Física a incluir a modalidade na grade curricular, o surfista santista Cisco Araña acredita que a maior atenção à modalidade em decorrência da vitória de Medina pode abrir uma janela de oportunidades para o surgimento de futuros atletas profissionais, além de estimular a prática amadora.

"O interesse pelo surf independe da vitória do Medina. Em 24 anos de existência, a procura pela nossa escola só cresceu. A sociedade deixou de estigmatizar os surfistas, o interesse das mulheres em praticar o esporte cresceu bastante - elas são, hoje, 60% dos alunos que frequentam nossas aulas - e já há famílias em que os pais, surfistas, incentivam os filhos a pegar onda. Agora, estamos dando um novo passo”.

Araña também acredita que a vitória de Medina atrairá mais atenção das empresas de outros setores e do próprio Poder Público. “Para que isso se torne realidade é necessário um olhar mais atento por parte dos governantes, das empresas e dos nossos dirigentes, pois jovens talentos o país tem muitos”, destacou.

Fonte:
Agência Brasil 

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