Esporte
Governo é a favor de contrapartidas referentes a dívidas de clubes
Refinanciamento
O ministro do Esporte, George Hilton, afirmou que o governo é a favor das contrapartidas para o refinanciamento das dívidas do clubes de futebol com a União.
O objetivo é modernizar a gestão do futebol e fazer com que os clubes não contraiam novamente as dívidas após aderirem ao parcelamento. A declaração do ministro foi feita nessa quinta-feira (29) em coletiva após reunião com o Bom Senso F.C, no Palácio do Planalto.
“O governo é a favor e quer as contrapartidas. A presidenta Dilma quer que esse texto seja claro, com regras bem definidas e nós sabemos que isso vai contribuir muito para o futebol”, defendeu o ministro.
“Queremos dar apoio aos clubes, mas queremos que eles tenham uma atitude de modernizar a prática do futebol”, afirmou Hilton.
O grupo de trabalho interministerial criado para discutir a Lei de Responsabilidade Fiscal dos clubes de futebol já havia recebido, pela manhã, dirigentes dos times da Série A do Campeonato Brasileiro.
As contrapartidas devem ser colocadas em texto a ser enviado ao Congresso Nacional ainda na primeira quinzena de fevereiro.
O Bom Senso defende o chamado fair play financeiro, com punições esportivas, como rebaixamento de divisão no Campeonato Brasileiro caso as agremiações atrasem salários ou pagamento dos direitos trabalhistas, por exemplo, além da responsabilização dos dirigentes.
O ex-jogador Alex, presente na reunião, destacou que o encontro foi positivo e que os compromissos assumidos pela presidenta em 2014 continuam.
“Está aberto um diálogo grande e a partir do momento que o texto for para o Congresso, que haja uma coisa melhor encaminhada por todas as partes”, comentou o meio campista, aposentado desde o fim do ano passado.
Tramita no Legislativo um projeto de lei que discute o refinanciamento da dívida dos clubes, mas devido à urgência, o governo pode enviar ao Congresso uma medida provisória sobre o tema.
“Nós temos uma Lei de Responsabilidade Fiscal que tramita no Congresso e queremos ampliar o debate. No entanto, podemos encaminhar uma medida provisória, em função da urgência dos clubes, já que muitos estão em situação difícil”, analisou o ministro.
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