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Seleção de tiro com arco recebe primeiro atleta indígena

Revelação

Com alto potencial técnico, Dream Braga disputará importante seletiva para os Jogos Pan-Americanos, em julho deste ano
por Portal Brasil publicado: 19/01/2015 12h52 última modificação: 19/01/2015 12h52
Divulgação/EBC Caso se classifique, atleta embarcará para o Pré-Pan, em Santo Domingo, na República Dominicana

Caso se classifique, atleta embarcará para o Pré-Pan, em Santo Domingo, na República Dominicana

A Seleção Brasileira de Tiro com Arco recebeu nesta semana um reforço do Baixo Rio Negro, no Amazonas. Foi convocado para treinar, o índio Dream Braga, de 18 anos, integrante há dois anos do projeto Arqueria Indígena,  da Fundação Amazônia Sustentável.

O atleva vai se juntar à Marcus Vinícius D'almeida, maior revelação do esporte nos últimos anos e vice-campeão mundial.

No final de janeiro, Dream vai disputar uma importante seletiva da Confederação Brasileira de Tiro ao Arco (CBTArco). O campeonato definirá os atletas para um torneio classificatório para os Jogos Pan-Americanos, que serão em julho deste ano.

Com sorte e precisão, se passar na seletiva, embarcará para o Pré-Pan, em Santo Domingo, na República Dominicana, onde se torna o primeiro arqueiro indígena brasileiro em competições internacionais e inicia um longo caminho para a equipe olímpica.

Aposta 

Com a classificação dos arqueiros Marcus Vinícius e Daniel, a grande aposta no campeonato de Santo Domingo é Dream. “Se ele for classificado na competição aqui, ele tem que ir [para Santo Domingo], disse um dos treinadores da confederação, Evandro de Azevedo França. Segundo ele, o jovem tem potencial técnico muito bom, além de ser persistente e focado.

Independente da classificação, Dream, cujo nome indígena é Yagoara Kambeba, que significa “caçador”, da etnia Kambeba, alcançou um marco ao entrar para seleção, composta por mais de oito atletas, disse Márcia Lott, treinadora do projeto Arquearia Indígena, da Fundação Amazônia Sustentável, que descobriu o jovem em peneiras em mais de 30 aldeias no Amazonas.

“O Dream é o primeiro ouro que dei, na primeira seletiva e aldeia que visitei”, conta ela, otimista.“O técnico principal da equipe me pediu para tirar o passaporte dele, então, vejo que ele tem chances de passar [na competição seletiva] e ir para Santo Domingo”, apostou Márcia, que administra uma equipe de 12 jovens arqueiros indígenas.

Além de Dream, participaram da seletiva da CBTArco, no Rio de Janeiro, o índio Inha, de 14 anos, do mesmo projeto, que passará um mês no centro de treinamento da seleção.

Fonte:
Empresa Brasil de Comunicação 

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