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Brasil tem até final do mês para decidir sobre nova sede

Universíades

Ministério do Esporte têm dialogado com as capitais de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Ceará
por Portal Brasil publicado: 05/02/2015 13h06 última modificação: 05/02/2015 13h06
Divulgação/Rio 2016 Conjunto Aquático da Secretaria de Esporte do DF, um dos espaços onde o evento aconteceria

Conjunto Aquático da Secretaria de Esporte do DF, um dos espaços onde o evento aconteceria

O Brasil tem até o fim de fevereiro para apresentar à Federação Internacional de Esporte Universitário (Fisu) uma alternativa para sede das Universíades de 2019, que estavam marcadas para Brasília até o governo do Distrito Federal anunciar que não organizaria mais o evento por causa de crise financeira.

O Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) têm dialogado com as capitais de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Ceará para buscar uma saída viável para o impasse, já que a Federação Internacional vai avaliar em março propostas da Itália, da Hungria e do Azerbaijão.

"Estamos avaliando os estados que têm condições pela infraestrutura já pronta. Se procurarmos uma cidade que tem que construir tudo, não vai dar tempo até 2019", disse Luciano Cabral, presidente da CBDU, após participar de um debate sobre esporte na nona Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE).

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, informou a desistência da capital federal antes de sua posse, no dia 19 de dezembro, data em que a sede deveria formalizar o início da organização do evento. A partir desse dia, a CBDU ganhou mais 25 dias para resolver a questão, prazo que já se esgotou e permitiu que outros países apresentassem candidaturas.

O governo do Distrito Federal vem tomando medidas para economizar, aumentar a arrecadação e reequilibrar financeiramente as contas, quitando salários e pagamentos atrasados.

A cidade-sede precisa pagar uma taxa de 23 milhões de euros para poder sediar o evento, dinheiro que ele afirma ter sido oferecido pelo governo federal.

Ao contrário dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo, a cidade passa a ser dona dos direitos dos jogos a partir do pagamento dessa taxa e pode vender exploração, transmissão e patrocínios a terceiros.

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