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Craque do Cruzeiro (MG) e secretário do Ministério do Esporte falam sobre sobre paz no estádios

Hangout

Convidados responderam perguntas dos internautas pelas redes sociais
por Portal Brasil publicado: 06/03/2015 18h31 última modificação: 06/03/2015 18h31

O secretário Nacional de Futebol dos Direitos do Torcedor, Rogério Aman, e o jogador Wilson Piazza, participaram de uma bate-papo com internautas na tarde desta sexta-feira (06). Via webconferência, os participantes debateram as medidas do governo federal para combater à violência nos estádios, além de promoverem a campanha Grito de Paz, do Ministério do Esporte.

Entre as perguntas, temas como torcidas organizadas, violência nos estádios, estratégias contra o vandalismo e a implantação de regras estiveram na pauta.

O debate usou como contexto a proximidade da realização do clássico mineiro, Atlético-MG x Cruzeiro, marcado para este domingo (08), às 16h, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Para o secretário Rogerio Amam, essa campanha mostra a sensibilidade do Ministério do Esporte para que os estádios sejam grandes espetáculos do futebol. “Iniciativas de paz dentro dos grandes clássicos devem primar pela alegria e pelo conforto nos campos de futebol”, reforçou o Amam.

Torcidas organizadas e a paz nos estádios

A internauta Mariana, por meio do Facebook, questionou como deve ser feita a distribuição nos estádios, se: com torcida mista, torcida única ou proibição das organizadas.

Para Piazza, a participação do torcedor é de muita importância para o futebol. “Sempre enxergamos muito a participação do torcedor no Mineirão. A paz era palavra de sentimento nos jogos em Minas Gerais. O torcedor ia e voltava em paz dos estádios. O mundo necessita disso. Nós, seres humanos precisamos.  As torcidas Organizadas não conseguem ter domínio sobre seu público. Algumas torcidas, de maneira mais simplória, conseguem esse domínio, mas outras não conseguem”, destacou.

A internauta Raquel Costa, questionou pelo Facebook,  como a direção dos clubes pode ajudar na erradicação da violência.  “A questão da violência pode ser fora dos estádios. Pode ser num ambiente externo. Tem a ver com as federações, as polícias, os atletas e também pelos clubes. É um movimento amplo, e que requer a formação de uma comissão que fortaleça a mensagem da campanha Grito de Paz”, destacou o secretário.

Estatuto do torcedor

O estatuto prevê penas contra a violência no futebol. O torcedor, muitas vezes, que comete crimes volta a participar de alguns jogos após cometer crimes. O secretário foi questionado sobre possíveis medidas na identificação desses torcedores. 

“Um juizado especializado, ou delegacia especializada são efetivas na identificação desses delitos. Existe um esforço conjugado das polícias para que aconteça a detenção e punição ocorra para esses vândalos”, pontuou.

A campanha pela paz

Em 12 de fevereiro, o ministro do Esporte, George Hilton, lançou a campanha Grito de Paz, durante reunião com membros da Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg). No mesmo dia, foi criado um grupo Interministerial formado pelos ministérios do Esporte e da Justiça com o intuito de reduzir a violência entre torcidas.

No último domingo (1), o Ministério do Esporte promoveu o Grito de Paz no Beira-Rio. No jogo disputado entre Internacional e Grêmio, a campanha foi inserida novamente.

O clássico foi marcado pelo fato de um setor do estádio ser composto por torcida mista. Os jogadores dos dois times entraram em campo vestindo camisas que formavam a hasthag #gritodepaz. A ação será repetida neste domingo (8), antes do clássico Cruzeiro x Atlético.

Fonte:

Portal Brasil

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