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Para velocista canadense, Rio 2016 vai inspirar nova geração de estrelas

Paralimpíadas

Chantal Petitclerc, uma das principais velocistas em cadeira de rodas do mundo, é dona de 14 ouros e aposta no legado do evento
por Portal Brasil publicado: 06/03/2015 12h24 última modificação: 06/03/2015 12h24
Divulgação/Rio 2016 Chantal Petitclerc acredita que o Rio será um lugar melhor para as pessoas com deficiência após os Jogos

Chantal Petitclerc acredita que o Rio será um lugar melhor para as pessoas com deficiência após os Jogos

Chantal Petitclerc, uma das maiores velocistas em cadeira de rodas de todos os tempos, acredita que os Jogos Rio 2016 vão inspirar uma nova geração de atletas brasileiros. A canadense, que é dona de 21 medalhas - sendo 14 ouros - em cinco edições Paralímpicas, se prepara para liderar a equipe do seu país, como chefe de missão nos Jogos Rio 2016.

A ex-atleta passou a usar cadeira de rodas aos 13 anos, quando a porta de um celeiro caiu sobre ela em uma fazenda. Moradora de uma pequena cidade em Quebec, ela encontrou sua inspiração muito longe - nos Jogos Seul 1988, quando viu o lendário atleta cadeirante canadense André Viger competir. Para ela, o mesmo efeito vai se repetir com outros jovens no próximo ano:

“Eu não tinha nenhum interesse pelo esporte, mas ver uma pessoa numa cadeira de rodas conquistando medalhas e aparecendo na televisão foi uma inspiração para mim, que era apenas uma criança, após o acidente. A mensagem foi ‘você tem opções, você pode ser ativa e respeitada e até mesmo uma estrela na TV’. O mesmo vai acontecer com muitas crianças durante os Jogos Rio 2016”, disse a canadense em entrevista ao siterio2016.com.

Para Chantal, os Jogos Paralímpicos vão desempenhar outro papel importante - colaborar com a transformação da cidade em termos de acessibilidade para pessoas com deficiência.

“Sempre penso sobre os efeitos a longo prazo para um país que recebe os Jogos Paralímpicos. O Brasil já fez muito para o esporte Paralímpico, mas ainda há muito a ser feito em termos de acessibilidade para as pessoas com deficiência. Os Jogos Paralímpicos sempre deixam um legado social que vai além do esporte e isso é algo que veremos no Rio. A acessibilidade da cidade vai melhorar”, aposta.

E, para a canadense, essa mudança vai muito além da infraestrutura:

“Não é apenas sobre construir elevadores ou rampas, mas sobre abrir a cabeça, e quando você recebe os Jogos, todos têm a oportunidade de ver pessoas com deficiência fazendo seu melhor. Os Jogos mandam uma mensagem para as pessoas com deficiência, de que você sendo atleta ou não, você pode fazer o que você quiser. E, no futuro, haverá alguém entrevistando uma pessoa cadeirante que se lembrará dos Jogos Paralímpicos e não terá qualquer problema em contratá-la”, afirma.

Desde sua estreia nos Jogos Paralímpicos, em Barcelona 1992, Chantal vem notando também uma progressiva mudança de percepção do público em relação aos Jogos Paralímpicos, que passou a ser visto como um evento de alta performance.

“Em Barcelona, as pessoas sempre queriam saber primeiro sobre o lado humano e a coragem dos atletas. Agora, todos pensam antes em alto desempenho. Talvez em 1992 as pessoas estivessem vendo as pessoas com deficiência primeiro e, depois, o atleta. Agora, elas veem o atleta e depois a pessoa”, explica.

Em sua última participação nos Jogos, em Pequim 2008, Chantal surpreendeu o mundo ao conquistar cinco medalhas de ouro, repetindo o que havia feito quatro anos antes, em Atenas. Ela também bateu três recordes mundiais e quatro recordes Paralímpicos em provas de corrida com distância entre 100m e 1.500m na China.

Fonte:
Comitê Rio 2016

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