Você está aqui: Página Inicial > Esporte > 2015 > 06 > Diagnóstico Nacional do Esporte mapeia atividade física

Esporte

Diagnóstico Nacional do Esporte mapeia atividade física

Prática esportiva

Pesquisa inédita revela que quase metade da população entre 14 e 75 anos, cerca de 45,9%, não pratica nenhum tipo de atividade física
por Portal Brasil publicado: 22/06/2015 00h00 última modificação: 30/03/2016 19h44
Crédito: Roberto Castro/ME O ministro do Esporte, George Hilton, durante lançamento da publicação, no Rio de Janeiro

O ministro do Esporte, George Hilton, durante lançamento da publicação, no Rio de Janeiro

Para mapear a relação dos brasileiros com a prática de atividade física, o Ministério do Esporte lançou, nesta segunda-feira (22), o Diagnóstico Nacional do Esporte. Estudo inédito na América do Sul, o levantamento traz informações sobre a cultura esportiva no País. A primeira publicação, que aborda o perfil do praticante de esporte e do sedentário, foi anunciado no Rio de Janeiro peloministro do Esporte, George Hilton. Dados sobre financiamento, legislação e infraestrutura esportiva serão lançados em outros dois volumes.

“O Diagnóstico Nacional do Esporte é uma ferramenta imprescindível  que vai nortear as políticas públicas e subsidiar as entidades que trabalham com a prática esportiva no Brasil”, afirmou o George Hilton. Segundo o ministro, o estudo será importante para estimular diferentes modalidades esportivas, especialmente a partir do legado deixado pelos Jogos Olímpicos Rio 2016. “A partir de agora poderemos mensurar qual é a importância do esporte na formação do cidadão”.

Para elaborar o diagnóstico por regiões, o Instituto Visão ouviu 8.902 pessoas durante o ano de 2013. O resultado revela dados preocupantes. A partir dos resultados, o trabalho aponta que quase metade da população entre 14 e 75 anos, cerca de 45,9% (67 milhões de pessoas), não pratica nenhum tipo de atividade física. Parcela de 54,1% declarou praticar. O estudo aponta ainda que o índice de sedentarismo entre as mulheres é maior do que o dos homens: 50,4% contra 41,2%. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é considerado ativo quem pratica atividade física, com duração mínima de 30 minutos, pelo menos três vezes por semana.

No quesito sedentarismo, o País aparece atrás de países como Inglaterra (17%), França (22%), Canadá (33,9%), Uruguai (34,1%) e Estados Unidos (40%) mas está melhor colocado em relação a Itália (48%), Portugal (53%), e Argentina (68,3%). Estudo, trabalho ou família foi apontado por 69,8% dos brasileiros como justificativa para o abandono da prática de esportes ou de atividades físicas.

Apesar do índice relativamente alto de jovens sedentários, a população mais jovem é a que mais pratica atividade física. Nas faixas entre 15 e 19 anos, o índice sobe para 32,7% e atinge 38,1% entre quem tem 20 e 24 anos. A partir daí, a taxa de sedentarismo ultrapassa os 40% e vai crescendo continuamente até atingir 64,4% dos brasileiros entre 65 e 74 anos. O mais curioso é que 80,4% dos sedentários ouvidos na pesquisa afirmam conhecer os riscos da falta de atividade física para a saúde.

Futebol

O futebol continua ocupando um mítico lugar no imaginário do brasileiro. Entre os que declararam praticar atividades físicas, 76,6% adotam o futebol como esporte. O vôlei aparece em segundo lugar das preferências, com 21,4%, seguido pelas academias de ginástica e musculação, com 4,5%  e a corrida, com 3,8%.

Metodologia

Segundo o Ministério do Esporte, a metodologia utilizada permitiu separar atividade física de prática esportiva. Atividade física é considerada uma prática vinculada à promoção da saúde e elevação da qualidade de vida. Já o esporte, segundo descrição do Conselho Europeu do Esporte, define-se pelas formas de atividade corporal que, pela participação ocasional ou organizada, visam expressar ou melhorar a condição física e o bem-estar mental.

Concebida entre 2010 e 2014, a pesquisa teve a colaboração das universidades federais do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de Goiás, do Amazonas, de Sergipe e da Bahia.

 

Fonte: Ministério do Esporte

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Jogos Paralímpicos | Shirlene Coelho
A jogadora paralímpica de lançamento de dardos, discos e arremesso de peso, Shirlene Coelho, comenta a importância do esporte em sua vida
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens para todo o País
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
A jogadora paralímpica de lançamento de dardos, discos e arremesso de peso, Shirlene Coelho, comenta a importância do esporte em sua vida
Jogos Paralímpicos | Shirlene Coelho
Além da capital fluminense, várias cidades brasileiras também recebam turistas
Olimpíadas 2016 podem impulsionar viagens para todo o País

Últimas imagens

Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Divulgação/Brasil 2016
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Divulgação/Ministério da Educação
Nadador Gustavo Borges tem quatro conquistas em olimpíadas: duas pratas em Barcelona, e nos 200 metros livres em 1996) e dois bronzes em 1996 e no revezamento em 2000
Nadador Gustavo Borges tem quatro conquistas em olimpíadas: duas pratas em Barcelona, e nos 200 metros livres em 1996) e dois bronzes em 1996 e no revezamento em 2000
Divulgação/Brasil 2016

Governo digital