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Em noite emocionante, luta olímpica conquista ouro e bronze

Vitória

Joice Silva conquista a primeira medalha de ouro da história da modalidade em Jogos Pan-Americanos e emociona a torcida
por Portal Brasil publicado: 17/07/2015 11h35 última modificação: 17/07/2015 11h35
Tony Rotundo/United World Wrestling Joice nos braços dos torcedores Chapolins, que acompanham os brasileiros em vários ginásios pelo Pan

Joice nos braços dos torcedores Chapolins, que acompanham os brasileiros em vários ginásios pelo Pan

Os atletas da luta olímpica do Brasil estrearam com vitórias nesta quinta-feira (16) nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Mississauga Sports Centre.

Em uma noite inspirada, a carioca Joice Silva derrotou a cubana Yakelin Estornell na decisão e, para delírio da torcida brasileira no estádio, fez história ao faturar a primeira medalha dourada do país em Jogos Pan-Americanos na luta olímpica, em qualquer categoria, entre homens ou mulheres.

Sem conter as lágrimas, Joice ouviu o Hino Nacional, viu a bandeira brasileira hasteada e se emocionou. “Eu estava me vendo realizada ali. Foi uma imagem que eu já vi passando na minha cabeça muitas vezes. Estava realizando um sonho”, disse Joice, contemplada com a Bolsa Pódio.

Bronze na estreia

Único representante do Brasil no estilo greco-romano em Toronto, e estreante em Jogos Pan-Americanos, o paulistano Davi Albino, que recentemente foi indicado para a Bolsa Pódio, fez seu primeiro combate na categoria 98kg diante do canadense Jemery Latour nas quartas de final. O brasileiro protagonizou uma bela luta e venceu pelo placar de 10 x 1. Na semifinal, ele se encontrou com o cubano Yasmany Lugo, ouro no Campeonato Pan-Americano de Luta Olímpica em 2014. Lugo foi superior e triunfou por 8 x 0, tirando de Davi o sonho de brigar pelo ouro.

Albino, então, partiu para a disputa do bronze, diante do colombiano Oscar Loango, e, por 5 x 1, garantiu mais uma medalha para o Brasil.

“Essa medalha é linda. E ela podia pesar uma tonelada que eu iria estar carregando nos braços mesmo depois de três lutas duras”, brincou. “É a minha primeira medalha em Jogos Pan-Americanos. Cada medalha tem um gosto especial, mas essa aqui tem um gosto muito bom por eu a ter obtido em cima de um atleta para quem eu já tinha perdido”, comemorou Albino, referindo-se a Loango, que o derrotou em 2013, na disputa do bronze dos Jogos Sul-Americanos, em Santiago.

Investimentos

Em crescimento no Brasil, tanto que o país conquistou, com Aline Silva, o título de vice-campeão mundial em 2014 e agora chegou ao ouro no Pan, as lutas associadas têm recebido grande investimento do governo federal. A modalidade conta, atualmente, com 213 contemplados com a Bolsa-Atleta ou a Bolsa Pódio, fruto de um investimento anual de R$ 2,75 milhões.

Entre 2010 e 2014, sete convênios com a Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA) repassaram R$ 14 milhões para serem aplicados na preparação dos atletas e, em 2014, mais R$ 1,8 milhão foram aplicados no esporte, via Lei Agnelo/Piva.

Davi Albino, que credita muito de seu sucesso ao apoio que recebeu no início da carreira com o Bolsa-Atleta, agradeceu a todos que o ajudaram na carreira, inclusive o técnico Joanilson Rodrigues, o primeiro que o treinou e responsável por colocar o esporte em sua vida.

“Por vários anos eu fui me mantendo somente com a Bolsa-Atleta, que antigamente era R$ 750.  Isso ajuda muitos atletas a não desistir. Uma coisa pequenininha mantém um atleta por um, dois, três anos e até a vida inteira com ele sempre tentando buscar algo mais. Eu comecei com R$ 750, passei para a Bolsa-Atleta Internacional, que era R$ 1.850 e hoje eu sou Bolsa Pódio, que ainda nem sei quanto vou ganhar. Estou sempre evoluindo, sempre buscando mais”.

O mesmo ocorre com Joice Silva. Indagada sobre a importância do apoio do governo federal, a campeã pan-americana foi direta: “Para mim a importância é total. Hoje treino pelo Bolsa Pódio, que é do governo, e a Marinha do Brasil. Eu não tenho clube no Rio de Janeiro. Então, essas são as minhas fontes de renda e pagam as minhas viagens, e também a Caixa Econômica, através da Confederação. Eu não tenho patrocinador direto e se não fosse isso não daria para a gente estar lutando de igual para igual com potências. Eu tenho muita honra e muito orgulho de dizer que sou militar, sou da Marinha, sou Caixa, sou Brasil e Ministério do Esporte”.

Fonte:
Brasil 2016

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