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Bolsa Atleta incentiva o desenvolvimento e ajuda a alcançar sonhos, dizem atletas brasileiros

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Para eles, o programa é uma promoção de oportunidades e um incentivo ao desenvolvimento dos atletas
por Portal Brasil publicado: 27/08/2015 16h53 última modificação: 27/08/2015 16h53
RafaB/ Blog do Planalto "A bolsa foi fundamental para eu decidir ser atleta", afirma Joice Silva, atleta da luta olímpica

"A bolsa foi fundamental para eu decidir ser atleta", afirma Joice Silva, atleta da luta olímpica

O Bolsa Atleta chega aos dez anos com resultados expressivos dos atletas brasileiros em diversas competições. Mais importante do que isso, é uma promoção de oportunidades e um incentivo ao desenvolvimento dos atletas.

A atleta Joice Silva conquistou o primeiro ouro do Brasil na luta olímpica, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Beneficiária do Bolsa Atleta, destacou que o incentivo foi importante na decisão para seguir no esporte. “No início da carreira, quando tive que decidir entre continuar a treinar ou procurar emprego, a bolsa foi fundamental para eu decidir ser atleta e lutar pelos meus sonhos”afirmou.

Após começar no atletismo há apenas um ano e meio, o paratleta Petrucio Ferreira, do atletismo, estreou na competição internacional quebrando recordes nos 100 e 200 metros. Para ele, os resultados obtidos foram possíveis graças ao Bolsa Atleta, que recebe desde que começou a treinar. “É um grande incentivo que ajuda o desenvolvimento dos atletas, que permite boa alimentação e compra de materiais que não teria condição de adquirir sem o auxílio”, comentou.

O paratleta, Guilherme Costa, 23 anos, começou no tênis de mesa em 2008, seis meses após ter sofrido um acidente que o deixou paraplégico. Dois anos depois, já competia internacionalmente. Em seu segundo Parapan-Americano, subiu ao pódio duas vezes. Ele trouxe para casa uma medalha de bronze, na categoria individual, e uma de ouro, na competição por equipe.

Para ele, que também é bolsista, o auxílio é fundamental para se dedicar ao esporte e buscar resultados melhores. “Um atleta precisa viver para isso. A bolsa proporciona que eu vá para a competição e só pense no tênis de mesa, sem me preocupar em tirar dinheiro do patrocínio que não existe”, disse.

Já a paratleta de tênis de cadeira de rodas Natália Mayara Costa, 21 anos, também ajudou o Brasil na conquista do primeiro lugar do quadro de medalhas, no Parapan. “Quando comecei no esporte, nunca imaginei que competiria profissionalmente e representaria o Brasil”, afirmou. Ela conquistou duas medalhas de ouro.

Segundo ela, o auxílio do governo permite que ela se dedique, exclusivamente, ao esporte. “Hoje em dia, para viver do esporte tem que abdicar de muita coisa. A bolsa vem com esse papel de manter uma base para o atleta, enquanto ele se dedica ao que ele faz”, enfatizou.

Foi em Toronto que o nadador Thiago Pereira, outro bolsista, ganhou sua 23ª medalha em Pan-Americano e se tornou o maior vencedor da história da competição. “Foi um Pan mais que especial para mim ao me tornar o maior medalhista da história de todos os jogos. Meu quarto Pan consecutivo. E também para o Brasil, que passa a ter um representante dentro desse recorde de medalhas”, ressaltou.

Ele acrescentou que a Bolsa Atleta, que recebe há dez anos, traz tranquilidade para se dedicar ao esporte. “Para muitos de nós, é [importante] não ter a preocupação fora do nosso esporte. A gente doa 100% do nosso tempo”, completou.

O também nadador Guilherme Guido, que ganhou medalha de prata nos 100 metros e ouro no revezamento medley, destacou o incentivo do governo para que os resultados positivos continuem. “Importante continuar o investimento que o governo está fazendo e a gente vai continuar dando o máximo para buscar o pódio”, garantiu.

As 141 medalhas conquistadas pelos atletas brasileiros no Pan-Americano e as 257 conquistadas pelos paratletas no Parapan, em Toronto, no Canadá, mostram a superação dos competidores e credenciam o Brasil a brigar pelo pódio nos jogos Olímpicos e Paralímpicos, no Rio 2016.

Campanha brasileira
O Brasil encerrou a participação nos jogos Pan-Americano de Toronto em terceiro lugar no quadro geral de medalhas. Nesta edição, os brasileiros conquistaram 41 medalhas de ouro, 40 de prata e 60 de bronze, totalizando 141. Em primeiro e segundo lugares ficaram os Estados Unidos com 265 medalhas (103 ouros, 81 pratas e 81 bronzes), seguidos do Canadá, com 217 (78 ouros, 69 pratas e 70 bronzes).

Mais de 70% dos competidores brasileiros são bolsistas do Ministério do Esporte.

Nos jogos Parapan-Americanos, o desempenho do Brasil foi ainda melhor. A delegação brasileira teve a campanha mais vitoriosa na competição com 257 medalhas conquistadas, que garantiram o primeiro lugar no pódio. Foram 109 ouros, 74 pratas e 74 bronzes. Na segunda e terceira posição, ficaram Canadá e Estados Unidos, respectivamente, com 135 e 113 medalhas no total.

O Ministério do Esporte tem, ainda, dois convênios ativos com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O primeiro deles, de R$ 38 milhões, é destinado à preparação e treinamento de seleções permanentes em 16 modalidades. O outro convênio, de R$ 1,8 milhão, foi destinado a propiciar a participação da missão brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015.

Fonte:

Blog do Planalto

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