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Jogos Parapan-Americanos de 2015 começam nesta sexta-feira, em Toronto

Toronto 2015

Um dos objetivos é aumentar número de classificados para o Rio 2016. Delegação brasileira conta com 272 competidores
por Portal Brasil publicado: 07/08/2015 17h28 última modificação: 07/08/2015 17h28
Francisco Medeiros/ME Cerimônia de hasteamento da bandeira brasileira na Vila dos Atletas, em Toronto, com a presença do ministro do Esporte, George Hilton

Cerimônia de hasteamento da bandeira brasileira na Vila dos Atletas, em Toronto, com a presença do ministro do Esporte, George Hilton

Começa nesta sexta-feira (7) a edição de 2015 dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. A Cerimônia de Abertura do evento ocorrerá no estádio CIBC Parapan Am Athletics Stadium, na Universidade de York, às 19h do horario local (20h de Brasília).

A delegação brasileira é a maior entre as que disputarão o Parapan canadense, com 272 atletas. Líder do quadro de medalhas no Rio 2007 e Guadalajara 2011, o Brasil visa repetir o primeiro lugar.

Para o ministro George Hilton, o Parapan é um importante teste para os Jogos Rio 2016. “O Brasil está num grupo seleto de países que tratam todos os atletas no mesmo nível. Isso tem sido uma revolução no paradesporto do País e aqui vai ser um teste importante para as Paralimpíadas do ano que vem. Eles têm a tradição de sair na frente, uma capacidade enorme de ganhar medalhas e tenho certeza de que veremos aqui um grande espetáculo”, afirmou.

Escolhida para ser a porta-bandeira no evento desta sexta-feira (7), a corredora Terezinha Guilhermina não escondia o orgulho. “É uma emoção indescritível. É um sonho que se tornou realidade e estou feliz e grata às pessoas que me escolheram. Espero estar à altura desse povo lindo, que é o povo brasileiro”.

Com o objetivo de repetir os resultados das edições do Rio 2007 e Guadalajara 2011, quando terminou na liderança do quadro de medalhas, a equipe brasileira aposta no bom desempenho de atletas como Guilhermina, multimedalhista em Parapans e Paralimpíadas (ouro nos 100m e 200m em Londres 2012; ouro nos 200m, prata nos 400m e bronze nos 100m em Pequim 2008; e bronze nos 400m em Atenas 2004).

“No esporte paralímpico, pelo número de medalhas oferecidas na natação e no atletismo, se um país quer ir bem, seja no Parapan, seja na Paralimpíada, a lição de casa é ir bem nessas modalidades. Se você quer estar no top 5, como pretendemos estar no Rio 2016, você tem que estar entre os cinco melhores dessas duas modalidades de qualquer maneira e trabalhar em cima de outras modalidades”, disse Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Entre as outras modalidades estão algumas que obtiveram resultados inéditos recentemente, como o halterofilismo. No Mundial de 2014, em Dubai, Márcia Menezes conquistou o bronze. “O halterofilismo, depois desta medalha e de outros bons resultados de outros atletas, tem ganhado mais patrocínio, mais atletas com a Bolsa Pódio, além de mim”.

No Parapan ela espera, no mínimo, repetir a performance recente. “A meta é sempre buscar o pódio. Se for bronze é bom, se for prata é melhor e se for ouro é ótimo. O objetivo é subir no pódio e representar bem o Brasil.”

Hegemonia

A estratégia do Comitê Paralímpico Brasileiro no Parapan de Toronto é manter a hegemonia em modalidades como o vôlei sentado, o futebol de cinco e o futebol de sete, além de melhorar a classificação em outros esportes. “Temos a meta traçada aqui no Parapan de repetir as últimas edições, mas cada modalidade tem seus objetivos. Algumas que ficaram em segundo em Guadalajara, queremos que cheguem em primeiro. Se ficou em quarto, queremos que vá para terceiro, ou seja, a gente quer ter um crescimento”, analisou Parsons.

Outro objetivo será aumentar o número de atletas classificados para as Paralimpíadas de 2016. Por ser país-sede, o Brasil tem vaga assegurada em diversas modalidades. “Uma das características interessantes do Parapan é que todas as competições são qualificatórias para o Rio 2016. Aqui é uma oportunidade de aumentar o número de vagas nas modalidades individuais, já que estamos classificados em todas as coletivas”, comentou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

 

Fonte:

Brasil 2016, com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro.

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