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Atleta olímpico experimenta prática indígena do arco e flecha

Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

O atleta olímpico Marcus Vinicius troca experiências com Timbira Pataxó durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígena
por Portal Brasil publicado: 30/10/2015 19h53 última modificação: 03/11/2015 18h12
Foto: Roberto Castro/ ME Marcus Vinicius D'Almeida, principal nome do tiro com arco nacional, esteve em Palmas e trocou experiências com Timbira Pataxó

Marcus Vinicius D'Almeida, principal nome do tiro com arco nacional, esteve em Palmas e trocou experiências com Timbira Pataxó

Para muitas pessoas, o arco e flecha e o tiro com arco são a mesma coisa. Na cultura indígena, entretanto, a ferramenta é um dos símbolos dos povos brasileiros. No esporte, é uma das modalidades que faz parte dos Jogos Olímpicos.

O atleta Marcus Vinicius D'Almeida, 17 anos, principal nome do tiro com arco nacional, foi aos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas, e teve contato direto com a cultura milenar. Ele ainda explicou as diferenças e experimentou a prática que antecedeu o seu esporte.

As semelhanças entre as duas atividades ficam somente no conceito de atirar. Na tradição indígena, o arco e flecha era, fundamentalmente, uma ferramenta de caça. Timbira Pataxó, que apresentou o arco indígena ao atleta, explicou a cultura. “Hoje, o nosso arco e flecha é mais para competir dentro da aldeia. Antigamente, o povo Pataxó era muito caçador, mas hoje temos a visão de preservar a natureza”, disse. 

O arco e flecha conta com diferentes formatos e tamanhos, dependendo do povo. É feito basicamente de madeira trabalhada, com cordel e flecha de bambu ou madeira mais resistente, com a ponta de osso. Já o equipamento olímpico é aerodinâmico, preciso, com ponta de aço e flecha de carbono.

 

“Eu acho muito importante a realização desse evento. Ele vai servir também para mostrar as diferenças entre o arco e flecha e o tiro com arco. O meu esporte é profissional e o arco e flecha é da cultura indígena. Temos muito o que aprender com os povos. Os indígenas praticam há muito tempo a arte da flecha e espero trocar experiências aqui em Palmas. É interessante ver a diversidade de arcos que existe”, conta Marcus Vinicius.

Contemplado com a Bolsa Pódio do Ministério do Esporte, o jovem atleta é o principal nome do tiro com arco brasileiro e buscará um pódio inédito nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. No início do ano, ele teve contato direto com a tradição do arco e flecha, quando morou com os arqueiros indígenas Dream Braga e Gustavo Santos por três meses. Na oportunidade, eles faziam parte da equipe nacional do tiro com arco.

“Eles viraram arqueiros profissionais. O esporte profissional contribuiu muito para a técnica do Dream e do Gustavo. Se eles voltarem para a mata novamente, eles vão ver que a pontaria ficou melhor”, contou Vinícius.

Confira também o vídeo que mostra como indígenas de todo o mundo deram as boas-vindas, na abertura dos Jogos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Esporte

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Assunto(s): Governo federal

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