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Jogos Mundiais Indígenas: conheça os 16 esportes típicos

Tocantins

Disputas se dividem em jogos de integração e jogos de demonstração, que são particulares de cada etnia
por Portal Brasil publicado: 23/10/2015 08h56 última modificação: 23/10/2015 08h56

Cerca de 2,3 mil atletas indígenas de 22 etnias brasileiras e de cerca de 20 países estarão reunidos a partir desta sexta-feira em Palmas, capital do Tocantins, para a primeira edição dos  Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI). Com o lema “Em 2015, somos todos indígenas”, serão 13 dias de programação, até 1º de novembro. Boa parte do evento é composta por esportes indígenas, que se dividem em jogos tradicionais, em caráter de demonstração, e jogos nativos, de integração. Outra parcela do evento é composta por esportes ocidentais competitivos, com a proposta de promover a unificação das etnias e dos povos indígenas.

Além dos indígenas das Américas, também estarão presentes povos da Nova Zelândia, Congo, Mongólia, Rússia e Filipinas. Do Brasil, cerca de 23 etnias devem participar da competição. Nos primeiros três dias de evento, todas as etnias brasileiras e estrangeiras participarão de atividades como passeios pelos pontos turísticos de Palmas, como forma de ambientação e integração.

O Comitê de Acolhida às Delegações conta com o apoio de lideranças do povo Xerente, anfitrião dos JMPI. O povo Xerente vive a 70 quilômetros ao norte da cidade sede dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), entre os rios Tocantins e do Sono. Nas aldeias que circundam o munícipio de Tocantínia, 50 atletas dessa etnia se preparam para competir em diversas modalidades.

“Estamos vindo para apresentar a cultura e mostrar que somos bons nos esportes, inclusive no esporte não indígena. Hoje recebemos material esportivo e vamos treinar mais futebol e corrida. O mundo todo vai conhecer a cultura Xerente”, garantiu o vice coordenador esportivo da delegação para os Jogos, Silvino Sirwãwe Xerente.

“Por se tratar da primeira edição do Mundial, há novas etnias, novos povos, que têm novas relações com o esporte, o que altera, muitas vezes, a forma de competição. Então pudemos definir alguns pontos para fecharmos o regulamento, levando em conta as colocações de todos os integrantes”, disse o articulador internacional do Comitê Intertribal, Marcos Terena.

Não faltarão oportunidades para os participantes apresentarem suas habilidades. Os jogos de integração, com esportes tradicionais praticados pela maioria dos povos indígenas brasileiros, envolverão modalidades como arremesso de lança, arco e flecha, cabo de força, canoagem, corrida de cem metros, corrida de fundo e corrida com tora. Todas as disputas, claro, estarão focadas nas tradições dos povos participantes. No caso do arremesso do arco e flecha, cada participante terá direito a três tiros. O alvo é um desenho de um peixe e fica a 30 metros de distancia do competidor.

A corrida com tora será uma prova somente para homens, apesar de as mulheres também praticarem essa modalidade. Cada etnia formará uma equipe com até 10 atletas e mais três reservas. Os competidores devem completar duas voltas na pista, dentro da arena. O peso da tora, a madeira utilizada e o tamanho variam de acordo com a cultura do povo.

Haverá também jogos de demonstração, com as modalidades que são particulares de cada povo, ou seja, praticados e disputados por integrantes da própria etnia. O objetivo é incentivar o resgate às práticas tradicionais. Haverá, entre outras, disputa de Jikunahati, que é um jogo semelhante ao futebol, mas os atletas só podem usar a cabeça. É proibido usar a mão, o pé ou qualquer outra parte do corpo. Não existe gol, a pontuação é marcada quando os competidores não conseguem devolver a bola para o campo adversário.

Na disputa do Akô, duas equipes correm em círculos, revezando-se com revezamento de mão em mão  na passagem de uma varinha de bambu.  No Ronkrãn, cada atleta usa um bastão e o objetivo é rebater uma pequena bola feita de coco e especialmente preparada para esse esporte.

Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI) estão sendo realizados sob iniciativa do Ministério do Esporte, prefeitura de Palmas, governo estadual e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Confira mais sobre os esportes do evento:

Disputas se dividem em jogos de integração e jogos de demonstração, que são particulares de cada etnia

Fonte:

Portal Brasil, Ministério do Esporte com informações da página especial dos Jogos Mundiais Indígenas

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