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Atletas da luta olímpica aprovam instalações da Arena Carioca

Competição

Confederação Brasileira de Wrestling sugere algumas mudanças de posicionamento e fluxos para o período dos Jogos; Brasil termina a competição com três bronzes
por Portal Brasil publicado: 01/02/2016 17h02 última modificação: 03/02/2016 16h18

A Arena Carioca 1 passou pela terceira avaliação e, mais uma vez, agradou aos atletas. Depois do basquete e do halterofilismo, neste fim de semana foi a vez do “Lady's Open” de luta olímpica testar a área de competição, o sistema de resultados e o trabalho dos voluntários. Após passar pelos três tapetes montados na arena, lutadoras brasileiras e estrangeiras aprovaram da experiência.

“Adorei. A estrutura está do jeito que eu esperava. Você ainda vê obra para todo lado, mas gostei do local, fico feliz em saber que o Brasil vai ter ginásios e arenas desta qualidade para competições futuras. Os voluntários engrandecem o evento, não te deixam ficar perdida, nos fazem sentir nos Jogos”, disse Aline Silva.

A brasileira ficou com o bronze na categoria até 75 kg, com a desistência da chinesa Qian Zhou. Mais cedo, Aline travou uma luta dura com a algoz norte-americana Adeline Gray, mas perdeu por 2 a 0. Gray é atual bicampeã mundial, tendo derrotado a brasileira na final de 2014 e na semifinal de 2015.

Ela faturou também o evento-teste ao vencer a canadense Erica Wiebe por 7 a 4. A norte-americana se encantou com o Brasil nesta que é a primeira viagem dela à América do Sul e gostou muito da Arena 1, apesar de lamentar o fato de a competição não ter sido realizada na Arena Carioca 2, sede da luta olímpica no Rio 2016.

“Eu gostaria que tivesse sido na outra arena, infelizmente não está pronta ainda, espero ver a minha arena pronta logo, mas aqui é tudo similar ao que teremos. Estou super animada de ver, de sentir a energia, conhecer os caminhos, pra nós é bom ter um gostinho do que vai ocorrer. Os assentos são lindos, com cores diferentes. Gostei da configuração. Os voluntários estão fazendo um excelente trabalho”, afirmou Gray.

Para o secretário executivo do Ministério do Esporte, Marcos Jorge, a Arena Carioca 1 está superando as expectativas. “Já é o terceiro evento-teste que ocorre aqui e estamos ouvindo muitos elogios dos atletas de todas as modalidades. A Arena tem uma condição de climatização única, que traz o conforto, que faz com que os atletas não tenham um desgaste excessivo”, disse Marcos Jorge, mencionando um investimento específico do governo federal nas instalações permanentes do Parque Olímpico, que são R$ 58,5 milhões voltados para climatização das três Arenas Cariocas, do Centro Olímpico de Tênis e do Velódromo.

Chefe da equipe brasileira e superintendente da Confederação Brasileira de Wrestling, Roberto Leitão avaliou como positivo o teste da área de competição. O dirigente, entretanto, criticou a falta de alguns protocolos de formato olímpico no evento-teste  e levantou alguns pontos de ajuste para agosto.

“O maior objetivo do teste aqui era a arena e, quanto a isso, acho que foi bem. Mas faltou a plataforma de premiação como será nos Jogos. A questão da credencial também influencia no trânsito das pessoas. É preciso ter uma segurança rígida. O som tem de melhorar, estava alto demais. Os treinadores estavam falando isso, porque atrapalha. E é ruim o acesso dos chefes de equipe, médicos e atletas que não estão competindo às arquibancadas. Se ocorre alguma coisa de emergência, são cinco minutos para entrar. Mas o evento-teste tem que ter falha. Se não fosse isso, não teria sentido mesmo”, detalhou.

Após três testes na Arena, o Comitê Rio 2016 está satisfeito. “O feedback é excepcional. A Arena é muito bonita, não tem tido problema técnico. Detalhe sempre tem, tem testes finais de sistema elétrico, de tecnologia, pontos de rádio. Mas a gente quer construir nossa relação com cada Federação Internacional, e aí o teste com árbitro e voluntários varia em cada esporte”, disse Gustavo.

Fonte: Ministério do Esporte

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