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Sistema meteorológico montado para Olimpíadas ficará como legado para o Rio

Rio 2016

Mapear condições climáticas é determinante para desempenho em várias modalidades; investimento federal na aquisição
publicado: 10/03/2016 12h12 última modificação: 10/03/2016 12h12
Brasil 2016 Marcelo Pedroso, da APO, ministro Celso Pansera, secretário Ricardo Leyser e ministro George Hilton ao lado de uma das boias meteorológicas controladas pela Marinha

Marcelo Pedroso, da APO, ministro Celso Pansera, secretário Ricardo Leyser e ministro George Hilton ao lado de uma das boias meteorológicas controladas pela Marinha

O governo federal investiu R$ 2,05 milhões na aquisição de uma sistema meteorológico que estará em funcionamento na Baía de Guanabara e na Praia de Copacabana durante os Jogos Rio 2016. O objetivo é monitorar as condições climáticas para os esportes disputados em ambientes abertos.

Duas boias meteoceanográficas já funcionam desde julho do ano passado na entrada e no meio da Baía de Guanabara. Esses equipamentos são importantes para municiar as equipes em suas estratégias de competição. Isso porque as condições climáticas para os esportes disputados em ambientes abertos fazem a diferença no desempenho dos atletas e nos preparativos dos organizadores das provas.

Em modalidades como a vela, o vento e as marés são fatores determinantes para o resultado da competição. A altura das ondas em determinado dia pode exigir uma logística diferente para as equipes de apoio das maratonas aquáticas.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, as boias farão a modelagem para prever como vão se comportar os ventos, qual será a salinidade da água, tudo que envolve as atividades de canoagem e iatismo. “Está tudo pronto, estamos vendo agora o que precisa de equipamento sobressalente, caso ocorra algum tipo de imprevisto, algum defeito, no período das Olimpíadas”, disse Pansera, que foi  ao Centro de Hidrografia da Marinha, em Niterói, para inspecionar o andamento dos trabalhos. O centro é o responsável pela operação das boias.

O professor Mauro Cirano, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que o sistema de observação que estará disponível para os Jogos Rio 2016 analisa um número superior de informações daquelas solicitadas pelos organizadores do megaevento. "As boias medem, além dos parâmetros atmosféricos, como vento, umidade, irradiação, também os parâmetros oceanográficos, como correntes, ondas, temperatura e salinidade da água. Inclusive, elas monitoram uma quantidade maior de parâmetros do que aqueles solicitados pelo Comitê Olímpico Internacional", explicou.

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso, destacou a integração da prefeitura, do estado e do governo federal para oferecer o serviço necessário para o Comitê Olímpico Internacional. "Nós temos um trabalho de integração interagências, com vários órgãos governamentais que prestam serviços, e nosso objetivo foi estabelecer uma plataforma unificada que permitisse a integração dos dados fornecidos".

As boias instaladas na Baía de Guanabara geram dados em tempo real e gráficos que podem ser acessados pela internet por qualquer pessoa. Após os Jogos Rio 2016, os equipamentos, que funcionam com energia solar, integrarão o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SimCosta). "A ideia é que essas boias façam parte de um projeto mais amplo, que monitora vários pontos ao longo do litoral brasileiro. Este será um legado das Olimpíadas", disse Cirano.

O projeto que monitora a costa do Brasil foi implantado com recursos do Fundo Clima e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sendo coordenado pela Rede Clima e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas, fomentados pelo MCTI. O SimCosta reúne pesquisadores de todo o Brasil, que com os dados obtidos podem emitir alertas para eventos extremos, antever processos climáticos, fornecer informações sobre ecossistemas costeiros, além de mapear vulnerabilidades.

O governo federal também instalou três estações meteorológicas de superfície, que dão medições do clima, como chuvas, por exemplo. Os equipamentos darão mais informações aos organizadores do megaevento e foram colocados em pontos estratégicos do Rio de Janeiro, que receberão as disputas olímpicas, como a Lagoa Rodrigo de Freitas (remo), Campo Olímpico de Golfe e o próprio Centro da Marinha em Niterói.

Respaldo

Além das duas boias em operação e da terceira que será colocada em Copacabana, o MCTI pretende adquirir um quarto equipamento para servir de reserva para as Olimpíadas e Paralimpíadas.

"Está tudo pronto, mas estamos vendo o que a gente pode adquirir de equipamentos para termos redundância, caso ocorra algum imprevisto nas Olimpíadas", disse Pansera. O objetivo é ter uma reserva para substituir os que estão em uso em caso de algum equipamento estragar. As boias são inspecionadas a cada 15 dias no local em que estão ancoradas e recebem uma manutenção mais detalhada de dois em dois meses em solo. Os sensores passam por limpeza periódica, pois sofrem com a incrustação da fauna marinha.

A Marinha dispõe de nove embarcações que auxiliam na produção de toda a cartografia náutica do País e também coletam dados para os serviços meteorológicos. Os ministros conheceram o navio Vital de Oliveira, ancorado no Centro de Hidrografia da Marinha, o primeiro do Brasil voltado exclusivamente para este tipo de pesquisa.

Nave do Conhecimento

Em seguida, o ministro Pansera e o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, fizeram um sobrevoo sobre o estádio Nilton Santos (Engenhão), palco das disputas do atletismo e que receberá algumas partidas de futebol nas Olimpíadas. A comitiva desceu no campo ao lado da arena e seguiu para o prédio onde está sendo construída a "Nave do Conhecimento Cidade Olímpica", projeto cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O espaço será utilizado para difundir conteúdo e informações sobre a história das Olimpíadas e seus esportes e sobre as transformações ocorridas na capital fluminense. A "Nave do Conhecimento" está localizada na Praça do Trem, área com 35 mil m², que contará com ciclovia de dois quilômetros de extensão, uma esplanada arborizada com acesso ao Engenhão, dois galpões revitalizados e um prédio administrativo. A expectativa é de que o novo equipamento, que deve ser inaugurado em maio, atenda por dia cerca de duas mil pessoas.

Fonte: Brasil 2016

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