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Centro de Tiro Esportivo conclui evento-teste com saldo positivo

Rio 2016

Um total de 660 atletas, de 88 países, estiveram em ação pela Copa do Mundo da modalidade
publicado: 25/04/2016 21h00 última modificação: 26/04/2016 20h49
Reprodução/Ministério do Esporte Bom desempenho dos atletas comprovou que o Centro tem a estrutura necessária para a competição

Bom desempenho dos atletas comprovou que o Centro tem a estrutura necessária para a competição

O Centro Nacional de Tiro Esportivo, em Deodoro, no Rio de Janeiro, acaba de encerrar uma rodada de dez dias de competição. Um total de 660 atletas, de 88 países, estiveram em ação pela Copa do Mundo da modalidade, que também serviu como evento-teste para os Jogos Olímpicos.

Neste domingo (24), último dia das disputas, as entidades organizadoras avaliaram o torneio e, principalmente, a instalação olímpica. A Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF, na sigla em inglês) apontou ajustes a serem feitos até agosto, sendo o principal deles a finalização do estande de finais de carabina e pistola, mas aprovou o complexo.

"Estamos bem satisfeitos com o funcionamento de tudo. As instalações ainda não estão completamente prontas, especialmente o estande de finais, mas, apesar disso, tudo está funcionando muito bem", avalia o vice-presidente da ISSF, Gary Anderson. "Acho que este evento-teste foi tão bom quanto os outros que eu vi. Ainda temos trabalho a fazer, alguns problemas e preocupações para trabalhar, mas, exceto o estande de finais, nada de muito importante", ressalta.

De acordo com Rodrigo Garcia, diretor de Esportes do Comitê Organizador Rio 2016, a área das finais precisou ser adaptada para a realização do evento-teste. "O estande não existia antes, nos Jogos Pan-Americanos, então a gente acabou fazendo uma adaptação para esse evento", explica. O local ganhou, por exemplo, uma arquibancada temporária. "Ainda há coisas que a gente precisa testar, como o sistema de ar condicionado, as arquibancadas. Toda essa parte estrutural ainda precisa ser revalidada", acrescenta.

Além do estande das finais, o dirigente deu exemplos de outros aspectos avaliados durante o evento-teste e que deverão ser aprimorados. "Há outras pequenas mudanças que pediremos, como a luz dentro do estande de 10 metros, que não está clara o suficiente. Temos algumas posições no campo de tiro que não estão bem planas, mas são problemas que podem ser resolvidos facilmente, não pediremos nenhuma grande mudança no design. De modo geral, o design da arena está satisfatório, apenas precisamos vê-la completa", destaca.

Outro aspecto abordado durante as competições foi o fundo verde da arena de pistola de ar de 10m, mas Gary Anderson afirmou que a cor não infringe qualquer regra. "Falamos bastante com atletas e técnicos, e acho que o consenso é que isso não é realmente um problema. Cada atleta tem uma diferença de opinião sobre o que gosta. Tentamos ouvir, mas, às vezes, temos de encontrar uma solução intermediária", pondera. "Não há nada contrário às regras, elas não falam de que cor deve ser, apenas que não podem ser completamente brancas ou escuras. Qualquer coisa no meio está dentro das regras", completa o dirigente.

Segundo Rodrigo Garcia, a cor poderá ser alterada se for preciso. "Todos os retornos dos atletas são super válidos. A nossa comunicação visual prima pelo verde, mas, se for o caso, isso não é difícil de mudar", comenta. "Também tivemos algumas reclamações dos atletas sobre a qualidade dos pratos. Vamos trabalhar isso com o fornecedor. São detalhes, mas, quanto melhor a gente entregar os Jogos, melhor para o País", acrescenta o diretor do Comitê Rio 2016. Alguns atletas acertaram o alvo, mas não tiveram o prato quebrado nas provas externas.

Para Ricardo Brenck, vice-presidente da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), as dificuldades encontradas nos primeiros dias foram superadas ao longo da competição. "Foi muito semelhante às Copas do Mundo que a gente participa fora do Brasil, com os três primeiros dias um pouco tumultuados por causa das entregas de credenciais aos atletas, da numeração que vão usar para treinar e competir, pelo pagamento das inscrições", exemplifica. "Depois as provas ocorreram de forma muito tranquila, com tudo dentro do programado. A avaliação é completamente positiva em relação às provas", analisa.

Nível técnico

O vice-presidente Gary Anderson usou ainda o bom desempenho dos atletas para afirmar que o Centro Nacional de Tiro Esportivo ofereceu a estrutura necessária para a etapa da competição. "A performance deles aqui foi de um nível muito alto, com pontuações tão boas como as que vemos em qualquer uma de nossas Copas do Mundo. As condições para os atletas estão boas", acredita. "Alguns atletas tiveram problemas com o calor. Nós esperamos que a temperatura esteja um pouco menor em agosto e teremos ar condicionado no estande de finais. Eu não acho que o calor será um problema para os Jogos", avalia.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Esporte

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