Esporte
Laboratório de Controle de Dopagem entra em operação
Rio 2016
O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) deu início oficial às operações para os Jogos Rio 2016 nesta segunda-feira (9). A previsão é que 5 mil amostras sejam coletadas durante a Olimpíada e outras 1,2 mil na Paralimpíada, gerando mais de dez mil análises no período.
"É um laboratório que chamo de 'cinema' e que tem total confiança do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Olímpico Internacional (COI)", afirmou o secretário Nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, Marco Aurélio Klein.
O laboratório chega ao 11º mês após a reacreditação tendo recebido 2,6 mil amostras. "O LBCD ganhou musculatura para os Jogos. Esse é um dos maiores legados para o governo e para a ciência brasileira", prosseguiu Klein.
Durante os Jogos, o laboratório vai funcionar 24 horas, sete dias por semana. O LBCD integra o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Com a eleição do Rio como sede dos Jogos, o governo federal investiu R$ 151,3 milhões na construção de um novo prédio para abrigar o Ladetec. Do total, R$ 112,7 milhões são recursos do Ministério do Esporte e R$ 38,5 milhões do Ministério da Educação. Além disso, foram destinados R$ 74,6 milhões para a compra de novos equipamentos, materiais, insumos, mobiliário e operação (sendo R$ 60 milhões do Esporte e R$ 14,6 milhões da Educação).
"No início, tivemos muitas propostas para terceirizar o trabalho de controle de doping durante os Jogos, mas a aposta no LBCD, para constituir um legado para o País, deu-se por vontade política da presidenta Dilma Rousseff", afirmou o ministro do Esporte, Ricardo Leyser.
Capacitação
Profissionais de outras universidades estão sendo capacitados para atuarem no LBCD. Durante a Olimpíada e Paralimpíada, eles atuarão ao lado de cem nomes do exterior, referências na área. Para a reitora em exercício da UFRJ, os investimentos no laboratório irão fortalecer a pesquisa no Brasil.
"Quase todos os aparelhos são importados, e boa parte será destinada a universidades federais e outras instituições públicas após os Jogos. Além da análise de sangue e urina, os equipamentos servem para outros processos, em áreas como biologia, engenharia de alimentos e para capacitação de professores", disse Denise Nascimento.
A UFRJ fez concursos para contratar pesquisadores e dezenas de outros profissionais (químicos, biólogos, farmacêuticos, técnicos de laboratório de áreas diversas, entre outros).
Há, ainda, um aporte de R$ 43,6 milhões (R$ 28,6 milhões do ME e R$ 15 milhões do MEC) exclusivo para a operação olímpica. Até julho, um mês antes dos Jogos, a ABCD deve certificar entre 130 e 140 Oficiais de Controle de Dopagem e Oficiais de Coleta, sendo que 96 já concluíram o processo.
"A quantidade de análises durante os Jogos equivale a quase um ano inteiro do LBCD. Isso mostra a nossa capacidade", explicou Leyser. Para o ministro, o objetivo é que a delegação brasileira não tenha casos de doping nos Jogos. "Por isso temos feito muitos testes, inclusive fora das competições, e realizando trabalho de conscientização e orientação."
A ABCD realiza campanhas entre os atletas, da base ao alto rendimento, e coleta 40% das amostras fora dos locais de competição. O percentual será o mesmo durante os Jogos, com testes sendo realizados durante treinos e período de aclimatação das equipes. "Este é um momento importante para o esporte e para a educação. É uma alegria testemunhar este legado dos Jogos e que mostra que o País vai se beneficiar dos Jogos", ressaltou o ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Brasil 2016
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