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Governo e Política

População

Originalmente, o povo foi composto por três etnias – o branco europeu, o negro africano e indígena –, resultando numa miscigenação que marcou profundamente o País tanto do ponto de vista demográfico, quanto cultural
por Portal Brasil publicado : 31/10/2009 23:20
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Embarque de espanhóis para o Brasil, na década de 1950

Com 190,7 milhões de habitantes, o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo. Originalmente, o povo foi composto por três etnias – o branco europeu, o negro africano e o indígena –, resultando numa miscigenação que marcou profundamente o País tanto do ponto de vista demográfico quanto cultural.

As estatísticas mais recentes do IBGE apontam o predomínio dos brancos – 48,2% da população (91 milhões). Mas, na primeira década do século 21, a distribuição populacional mudou no que diz respeito à caracterização por cor ou raça: houve um aumento do número de brasileiros que se autodeclaram pretos ou pardos, fenômeno provavelmente associado à tendência de recuperação da identidade racial, intensificada no período.

Tal tendência repercutiu na configuração da população brasileira: em 2009, 6,9% das pessoas informaram ser pretas e 44,2% de autodeclararam pardas, o que representa 51,1% dos brasileiros – ou seja, a maioria. Dez anos antes, em 1999, a proporção de pretos e pardos era, respectivamente, 5,4% e 40%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).  Ainda segundo o levantamento, em 2009, 0,7% dos brasileiros eram indígenas ou amarelos.

O Censo Populacional adota cinco categorias em que pessoas podem se enquadrar quanto às características de cor ou raça: branca, preta, amarela (inclusive as pessoas que afirmam ser de origem japonesa, chinesa, coreana etc.), parda (incluindo as pessoas que se declaram mulatas, caboclas, cafuzas, mamelucas ou mestiças de preto com pessoa de outra cor ou raça), ou indígena (categoria que abrange pessoas que se declaram indígena ou índia).

A distribuição da população segundo cor ou raça pelo território nacional reflete os processos migratórios ao longo da história do País. Em 1500, quando chegaram os primeiros portugueses, o território onde está hoje o Brasil era habitado apenas por tribos indígenas.

Com a colonização, além dos portugueses, a população nativa teve contato com espanhóis e franceses. Anos mais tarde, negros africanos foram trazidos para trabalhar como escravos nas lavouras de cana-de-açúcar e na mineração. Estima-se que entre 1781 e 1855, cerca de dois milhões de negros ingressaram no País na condição de escravos.

Posteriormente, no século 19 e início do século 20, alemães, italianos, árabes, espanhóis e japoneses vieram para o Brasil fugindo de problemas econômicos, guerras ou perseguições políticas/étnicas.

O maior fluxo ocorreu entre 1880 e 1890, quando 1,2 milhão de estrangeiros entraram no Brasil. No século 20, os maiores fluxos de imigrantes ocorreram nas décadas de 1920-1929 (800 mil) e 1950-1959 (quase 600 mil).

As marcas da colonização e da imigração podem ser percebidas nas diferentes regiões do País. A maior concentração de negros, 75%, está nas regiões Norte e Nordeste. A Bahia, por exemplo, que recebeu grande fluxo de africanos, tem a maior população negra (17,1%).

Já o Amazonas é a Unidade da Federação com maior número de indígenas em termos absolutos: 168,6 mil. No Sul e Sudeste, existem grupos de origem alemã, polonesa, ucraniana, italiana, japonesa e portuguesa. Essas regiões também concentram a maior parte da população amarela e branca. Santa Catarina é o estado com maior número de pessoas que se autodeclaram brancas: 85,7%.

Uma característica relacionada à ocupação do território brasileiro é o chamado “despovoamento” dos indígenas. No século 16 estima-se que havia mais de dois milhões de indígenas, ante a 800 mil na atualidade, reflexo do processo histórico de expansão político-econômica. Ainda existem no Brasil 220 povos indígenas, além de 80 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda não há informações objetivas.

Fontes:
IBGE: Brasil, 500 anos de povoamento
Funai
Pnad 2009

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