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A batalha continua

Piauienses escolheram como símbolo maior da conquista um confronto do qual saíram derrotados
publicado: 09/02/2010 15h40 última modificação: 28/07/2014 11h29

Entre os vários episódios que os levaram à Independência, os piauienses escolheram como símbolo maior da conquista um confronto do qual saíram derrotados.

A sangrenta Batalha do Jenipapo ocorreu em 13 de março de 1823. Tropas comandadas pelo major português Cunha Fidié enfrentaram um exército improvisado de defensores da Independência às margens do Rio Jenipapo, em Campo Maior. Munidos de armas simples, os brasileiros foram massacrados. Vitoriosos, os soldados de Fidié deixaram a província rumo ao Maranhão, mas os piauienses, reforçados por cearenses, pernambucanos e maranhenses a favor da Independência, seguiram no seu encalço e finalmente os derrotaram na cidade de Caxias, em 31 de julho. A rendição dos portugueses veio no dia seguinte. Mas o que entrou para a História foi a brava resistência no Jenipapo.

Quase dois séculos se passaram, e o orgulho local em relação àquele feito está mais vivo do que nunca. No cenário da batalha, há 12 anos é realizada uma representação teatral que a cada ano atrai mais gente. A data do espetáculo não deixa dúvidas: para os piauienses, 13 de março é o dia de comemorar a Independência, e não 19 de outubro, quando foi oficialmente proclamada, em 1823, na vila de Parnaíba.

A primeira montagem – feita por um grupo de teatro a convite do governador do estado – teve a participação de 30 atores, vestidos como na época da batalha e encenando os eventos que culminaram com o combate às margens do Jenipapo. O sucesso foi imediato, e a produção só fez crescer. “Hoje estamos com mais de 100 pessoas no elenco”, afirma Francisco das Chagas Vale, diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural do Piauí (Fundac), que organiza as comemorações da Independência no estado. A programação, por sinal, “gira em torno da peça, que tem grande apelo cívico” e atrai estudantes das cidades mais próximas, autoridades e visitantes, segundo Chagas Vale.

A celebração da adesão ao Brasil conta também com outros marcos. Em 1974, foi criado em Campo Maior um memorial reunindo peças da época e placas ilustrativas da batalha. Só no ano passado, cerca de 16 mil pessoas passaram pelo local.

O mais recente projeto do estado em torno da Independência é uma revista em quadrinhos sobre a Batalha do Jenipapo, a ser lançada em outubro para distribuição nas escolas. A iniciativa preencherá uma lacuna importante. “Livros de História do Brasil não colocam nas suas páginas a importância desse evento. Se ele não acontecesse, o mapa do Brasil teria outra configuração”, argumenta Chagas Vale. Em outras palavras: sem Jenipapo não haveria Brasil. (Equipe RHBN)

(RHBN. Nº 48. Setembro 2009. PP. 31)

Revista de História da Biblioteca Nacional

 

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