Governo
Brasil debate metas de redução de emissões em reunião do Basic
Brasil, África do Sul, Índia e China, países que formam o grupo Basic, se reunirão nos dias 25 e 26 de abril na Cidade do Cabo, África do Sul, para discutir uma estratégia de negociação para a próxima Conferência de Mudanças Climáticas, que acontecerá em dezembro no México.
Um dos objetivos do encontro é pressionar países desenvolvidos a definir metas de redução de emissões, que sejam suficientes para impedir que a temperatura ultrapassasse o aumento previsto de 2º C. O financiamento dos projetos de redução dos gases do efeito estufa e de adaptação para reagir às mudanças climáticas, também serão discutidos no encontro.
Inicialmente a ação exigiria investimento de U$ 100 bilhões por ano até 2020. No Acordo de Copenhague, o valor caiu para R$30 bilhões e, de fato, tem garantido U$ 4,5 bilhões para as ações de curtíssimo prazo, como projetos de Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD). A quantia exata, o cuidado desses recursos e o mapeamento dos fundos já existentes fazem parte de outra discussão no âmbito da Convenção da ONU.
Maiores economias discutem energia e clima
Nos dias 18 e 19 de abril, a cidade de Washington D.C., nos Estados Unidos, recebeu o Fórum das Maiores Economias sobre Energia e Clima (MEF, sigla em inglês). Na ocasião, foram discutidos o tipo de acordo que deve resultar da Conferência, apontando para um documento legalmente vinculante, ou seja, obrigatório para todos os países. A dificuldade, no entanto, aparece em relação à adesão de todos os países, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento.
A posição defendida pelo Brasil é que o acordo tenha o formato de um protocolo adicional, complementar ao de Kyoto, que passa pelo seu primeiro período de 2008 a 2012. Não se trataria de uma substituição, mas sim de um segundo período do Protocolo, com complementações.
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