Governo
Consumo brasileiro de gás boliviano aumenta 18% nos primeiros meses de 2010
O Brasil ampliou o consumo de gás boliviano para atender às regras do contrato firmado com o país vizinho, assim como a demanda da indústria nacional. Nos primeiros três meses de 2010, o consumo de gás aumentou cerca de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O dado reforça a recuperação da indústria nacional, depois da retração provocada pela crise econômica internacional de 2008.
Segundo a diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Symone Christine de Santana Araújo, o contrato para o fornecimento de gás boliviano foi assinado em 1999, estabelecendo que a quantidade máxima de gás natural fornecida ao Brasil seria de 31 milhões de metros cúbicos por dia. O contrato também afirma que o País precisa consumir anualmente uma média de 24 milhões de metros cúbicos por dia. Em 2009, esse consumo chegou a 22 milhões, abaixo da média estabelecida. Por contrato, mesmo que o Brasil não utilize o mínimo de 24 milhões de metros cúbicos, precisa pagar por eles.
O contrato com a Bolívia tem validade até 2019. O gás boliviano atende à Região Centro-Oeste e aos três estados do Sul. São Paulo e Minas Gerais são atendidos tanto pelo gás boliviano quanto pelo gás nacional. "Qualquer país que deseja o crescimento do seu mercado", disse a diretora, "diversifica suas fontes de energia. Hoje, o Brasil tem este contrato com a Bolívia, além de outros dois terminais de gás para exportação. Continuar com a importação do gás da Bolívia é estratégico para o Brasil e para a integração energética do continente".
Fonte:
Agência Brasil
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