Governo
Pesquisa do Ipea conclui que tarifas elétricas podem ser reduzidas
O Brasil tem condições de reduzir custos das tarifas de energia para o consumidor, segundo o estudo Setor elétrico: desafios e oportunidades, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O comunicado, lançado nesta quinta-feira (20), faz parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro do instituto.
“O setor elétrico tem custos desnecessários”, argumentou o professor Adilson de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autor da pesquisa. “É possível reduzir de 10% a 15% o preço da energia com a redução de alíquotas, encargos e melhor administração dos reservatórios de água”, afirmou.
O documento traz um histórico da reforma que o setor elétrico sofreu na década de 1990, com a instituição de novo marco regulatório, elaborado com o propósito de atrair investidores privados. Em 2001, no entanto, os investidores se assustaram com a falta de chuva que ameaçou secar os reservatórios de água. “A crise de racionamento gerou dúvidas quanto à capacidade de a reforma oferecer os benefícios econômicos anunciados,” afirma o comunicado do Ipea.
Apesar da crise, segundo o documento, a espinha dorsal da reforma não foi modificada. O investimento no setor só retornou em 2006. “Nossas tarifas não são competitivas com nossos parceiros comerciais”, ressaltou o professor Adilson de Oliveira.
Redução das tarifas
O documento sugere que o governo tem condições de tomar decisões de políticas de eficiência enérgica que possam promover a redução das tarifas. Entre as medidas possíveis estão a ampliação do parque de centrais térmicas e o controle dos reservatórios pelo governo para evitar o racionamento. Outra sugestão é o uso descentralizado da água acumulada nos reservatórios, de modo a reduzir riscos econômicos privados.
“O Brasil não deve negligenciar outras oportunidades, como por exemplo, o gás natural do pré-sal das Bacias de Campos e Santos. As regras de construção de termoelétricas precisam ser balanceadas”, defendeu ao professor da UFRJ. “Há uma quantidade de gás muito grande que vai ser queimado. Por que não queimá-lo para gerar eletricidade", questionou, ao argumentar que a termoelétrica a gás é mais limpa do que a de combustível diesel.
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Fonte:
Agência Ipea
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