Governo
Telebras ainda não sabe quais locais terão internet rápida
Segundo o presidente da Telebras, Rogério Santanna dos Santos, a empresa ainda não definiu as localidades onde poderá oferecer o acesso à internet rápida, previsto no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Só o que se sabe até o momento é o plano será oferecido diretamente ao consumidor dos municípios onde as atuais prestadoras não atendem a um “padrão de qualidade”. A declaração foi dada na terça-feira (25).
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não definiu um padrão de qualidade para o acesso à banda larga, que deverá acontecer ainda este ano. De acordo com Santanna a chance da Telebras passar a oferecer sozinha a internet rápida ao consumidor final é remota. “Somente se não conseguir achar sequer um parceiro local ou um franqueado que possa operar o serviço”, disse.
Para o presidente da empresa, o papel da estatal será construir uma infraestrutura alternativa para o acesso à banda larga para atingir principalmente as regiões onde não existe o serviço. Nos locais onde já exista rede, o objetivo é reduzir custos. Hoje, 184 cidades têm o serviço de internet rápida oferecido por mais de uma prestadora. Em 2.035 cidades o acesso é fornecido apenas por uma empresa. Nas demais, não há acesso à banda larga.
Atualmente, o pacote médio de acesso à internet, com 256 quilobits por segundo (Kbps), custa R$ 96. Com o plano, a intenção é reduzir um valor para um terço do cobrado hoje, com o dobro da velocidade disponível: R$ 35, com todos os impostos, e velocidade de 512 Kbps. “É pouco, gostaríamos que fosse mais, mas é bastante razoável para um País que hoje não tem esse serviço [em todas localidades]”, afirmou Santanna.
“É preciso entender que a classe C não tem esse acesso. Não tem nenhum acesso. E aumentar a velocidade é muito mais barato. O difícil é fazer a infraestrutura. Se alguém quiser contratar velocidade mais alta, vai poder contratar, mas não vai pagar os RS 35. Não é um teto, é um piso”, disse.
Em relação as críticas feitas ao governo por reativar a Telebras, Santanna disse que financiar as atuais prestadoras não iria estimular uma concorrência.“Se financiarmos os monopolistas, o problema continuaria. O papel é oferecer uma infraestrutura alternativa”, disse.
Fonte:
Agência Brasil
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