Governo
Brasil adere às sanções impostas pela ONU ao Irã
Para cumprir as regras de segurança previstas na comunidade internacional, o Brasil decidiu, nesta terça-feira (10), aderir às sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou a assinatura brasileira após participar de reunião ministerial em Brasília (DF).
Amorim enfatizou que o Estado brasileiro não concorda com as sanções impostas ao Irã, mas que pretende segue as regras internacionais. Para o ministro, as sanções são inoportunas e contraproducentes.
“O presidente Lula assinou o decreto porque o Brasil tem a tradição de cumprir com as resoluções do Conselho de Segurança, mesmo quando não concorda com elas, por ser fiel ao multilateralismo e ser contra decisões unilaterais”. Amorim criticou sanções unilaterais impostas ao Irã pelos Estados Unidos e a União Europeia.
Segundo Amorim, o posicionamento brasileiro não entende que o isolamento do Irã “contribua para a solução pacífica da questão”. Ele afirma, ainda, que o decreto de adesão “não afetará profundamente a relação [do Irã] com o Brasil”.
Na comunidade internacional, o Estado brasileiro mediou o acordo para transferência de urânio levemente enriquecido do Irã para a Turquia, como forma de contribuir para a realização do programa nuclear iraniano. Mas a proposta foi rejeitada pela maioria dos países.
Apenas o Brasil e a Turquia votaram contra as sanções ao Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em junho. Doze países apoiaram as restrições, enquanto o Líbano se absteve da votação. Atualmente o Irã sofre medidas restritivas do conselho, da União Europeia, do Canadá e dos Estados Unidos.
Fonte:
Agência Brasil
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