Governo
Oficina interministerial começa a avaliar a indústria de defesa do Brasil
Oficina realizada em Brasília, nesta quinta-feira (14), vai dar início às atividades de mapeamento da indústria de defesa do Brasil. O trabalho, que deve se estender pelos próximos 18 meses, será feito pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com o apoio do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense.
Essa é a 2ª oficina de trabalho de “Diagnóstico da Base Industrial da Defesa (BID)”, da qual participam como autoridades o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende, e o presidente ABDI, Reginaldo Arcuri.
Com o mapeamento o Estado brasileiro e o setor privado terão pela primeira vez uma visão real e sistêmica da competitividade da Base Industrial de Defesa do Brasil, segundo o secretário da Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (Selom), do Ministério da Defesa, almirante de esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld.
Dados abrangentes vão auxiliar políticas de desenvolvimento
Os participantes da oficina discutirão a situação atual da indústria de defesa do País, nos contextos geopolíticos, regulatórios, econômicos e de inovação.
Segundo a diretora da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, o levantamento será feito com informações adquiridas com empresas que fazem parte do complexo industrial de defesa do Brasil e a partir de análises de especialistas no assunto.
Também serão usados os dados de instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O mapeamento da base industrial da defesa abrange, entre outros, dados econômicos sobre as principais empresas que compoem os segmentos de armas e munições leves e explosivos, armas e munições pesadas, sistemas eletrônicos e sistemas de comando e controle, plataforma aeroespacial militar, plataforma naval militar, plataforma terrestre militar e propulsão nuclear.
“O diagnóstico servirá para aprofundar o conhecimento sobre o setor e apoiar o encaminhamento da Política de Desenvolvimento Produtivo(PDP) da Defesa, respaldando medidas e propostas em desenvolvimento”, explicou Maria Luisa. “Elevar em 80%, até 2020, a participação de empresas nacionais em projetos das Forças Armadas é uma das metas da PDP do complexo industrial de defesa”, acrescentou.
O levantamento trará ainda informações sobre produção, exportações, importações, empregos ligados ao complexo industrial, participação dos fornecedores locais e sul-americanos.
A capacidade tecnológica do sistema industrial de defesa e os investimentos em inovações tecnológicas também serão apontados no diagnóstico.
Fonte:
Ministério da Defesa
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