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Nova equipe da Força de Paz no Haiti vai garantir segurança das eleições do dia 20 no país

por Portal Brasil publicado: 11/03/2011 16h23 última modificação: 28/07/2014 13h56
Divulgação/ Ministério da Defesa O contingente militar brasileiro no Haiti é hoje de cerca de 2.350 homens

O contingente militar brasileiro no Haiti é hoje de cerca de 2.350 homens

O coronel de infantaria Henrique Martins Nolasco Sobrinho assumiu o comando do 2º Batalhão de Infantaria de Força de Paz, em Porto Príncipe, no Haiti acompanhado de 810 soldados. O grupo terá como uma das primeiras tarefas garantir a tranqüilidade do segundo turno das eleições presidenciais, marcada para o dia 20 de março e, depois, a posse do eleito. 

No país, o grupo tem como missão ajudar a manter um ambiente seguro e estável, além de apoiar as atividades de assistência humanitária e de reconstrução do país caribenho.

A cerimônia de posse da troca do comando ocorreu na última semana.

Nolasco substituirá o coronel de Infantaria Altair José Polsin, que cumpriu a sua missão de seis meses no comando do Brabatt 2, criado em janeiro de 2010 para ajudar o Haiti depois do terremoto que matou mais de 250 mil pessoas e deixou cerca de 1,5 milhão de desabrigados. 

“O trabalho no Haiti enriqueceu a minha vida pessoal e profissional. É uma alegria ter participado do processo de desenvolvimento do Haiti”, ressalta Polsin, que retornou a Brasília para trabalhar no gabinete do comandante do Exército.


Histórico

O novo comandante e sua tropa chegaram ao Haiti depois de um ano do terremoto (que matou 18 militares brasileiros), da epidemia de cólera, de um ciclone extratropical que provocou enchentes, e do furacão Tomas, que provocou enchentes e deslizamentos de terra.

Nesse período, também ocorreu o primeiro turno da eleição presidencial, que acabou em tumulto, com denuncias de fraude. O ano de 2011 será importante para os haitianos, que definirão o novo presidente de forma democrática, após um longo período de governos ditatoriais violentos e fortes disputas internas.

O grupo chega ao país num momento em que parte da população vive em 80 campos de alojamentos improvisados em praças públicas, campos de futebol e terrenos públicos e privados, com prédios destruídos, lixo pelas ruas e a falta de estrutura básica, como esgoto e água encanada.

“O Haiti melhorou muito. Quando cheguei aqui a população estava acampada no meio da rua, entre os escombros. Uma tristeza. Hoje ainda tem muito lixo nas ruas, mas já foi bem pior”, afirma o coronel Luciano Puchalski, que chegou no país em janeiro de 2010, logo após o terremoto, para erguer e comandar o Brabatt 2.           


Preparação e rotina

O contingente militar brasileiro no Haiti é hoje de cerca de 2.350 homens. Os militares se dividem entre os batalhões Brabatt 1 e 2, uma companhia de engenharia (Braengcoy), um grupamento de fuzileiros navais e um pelotão da Aeronáutica. Cabe ao Brabatt 2 a tarefa de realizar o patrulhamento de áreas previamente determinadas em Porto Príncipe todos os dias por 24 horas. 

Os veículos de patrulha são rastreados em tempo real. Os soldados moram em alojamentos climatizados e só saem da base para o patrulhamento. Todos têm acesso à internet, água potável, alimentação, telefone gratuito, academia, campo de futebol, enfermaria, biblioteca.  “Todas as sextas-feiras à noite tem cinema e pipoca”, explica o comandante Nolasco.

Embora a missão seja de seis meses, eles são preparados pelo Exército seis meses antes.  Para serem selecionados, os militares precisam passar por teste físico, psicológico, médico, além da análise da ficha disciplinar.

 Depois são treinados para enfrentar as situações que poderão encontrar no Haiti. “Vir para cá é crescer na carreira e na vida pessoal”, diz a sargento Renata Pena Matias, 23 anos, que deixou o conforto do lar em Bagé (RS) para trabalhar na enfermaria do Brabatt 2.  “Mas todos os dias eu ligo para a minha família”, complementa.

Para o gaúcho de São Leopoldo, Jefferson Della Valentina, que assumiu o comando do Forte Nacional em Porto Príncipe, os desafios no Haiti são diários. “Mas é uma honra representar o Exército brasileiro. E ajudar os haitianos é também uma honra. O povo é muito alegre”, afirma Jefferson.  “Os brasileiros são nossos irmãos, amigos do coração”, complementa o haitiano Chamyr Jean, o Chacha, de 28 anos. Uma tarde por semana, ele vai ao Forte Nacional ajudar os soldados brasileiros a se comunicar com as crianças haitianas que participam de oficinas de esporte.

A Minustah teve início em 2004 e é composta por 8.358 militares e 1.858 policiais, conforme o que foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU. 

O Brasil é o país com o maior contingente no Haiti e comanda o braço militar da missão. Em abril, deverá ocorrer a cerimônia de posse do novo Force Commander da Minustah, que continuará a ser um oficial brasileiro.


Fonte:
Ministério da Defesa

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