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Brics lançam plano de ação para o bloco

Emergentes lembram que crise mundial expôs deficiências do atual sistema financeiro e pedem reformas, inclusive da ONU, para criar ordem internacional confiável e promover um mundo mais justo
por Portal Brasil publicado: 14/04/2011 16h23 última modificação: 28/07/2014 13h45
Roberto Stuckert Filho/PR Após reunião, chefes de Estado e de Governo dos países do Brics assinaram a "Declaração de Sanya", documento que norteia posição dos países emergentes

Após reunião, chefes de Estado e de Governo dos países do Brics assinaram a "Declaração de Sanya", documento que norteia posição dos países emergentes

No encerramento da III Cúpula Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com a participação dos chefes de Estado e de Governo, o grupo de países divulgou a “Declaração de Sanya”, documento em que os integrantes do bloco de países emergentes manifestam posição sobre temas diversos.

A declaração traz um plano de ação que define as bases para a cooperação entre os países do grupo e outros países emergentes. O plano traz 32 tópicos e agenda para este ano vários encontros  em áreas diversas. O documento prevê como próximas ações: III Encontro de Altos Representantes para questões de segurança no segundo semestre de 2011, na China; reunião dos Ministros das Relações Exteriores à margem da Sessão 66ª. da Assembleia Geral da ONU; reuniões Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais no âmbito do G20 e durante as reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional; entre outros.

O planejamento se estende por todo o ano e indica a realização do Encontro dos Chefes de Instituições Nacionais de Estatística em setembro de 2011, na China; a II Conferência Internacional do Brics sobre Concorrência em setembro de 2011, na China, onde será discutido um acordo de cooperação entre agências de anti-monopólio; e a realização d emais simpósios de think-tanks do Brics.

Outras medidas são: promover o estabelecimento de contatos entre instituições empresariais e realizar outro Foro Empresarial previamente à próxima Cúpula do Brics; fortalecer a cooperação financeira entre os bancos de desenvolvimento do Brics; implementar o Protocolo de Intenção entre as Cortes Supremas do Brics; lançar a Publicação Conjunta Estatística por países do Brics; e, continuar a realizar o Encontro de Cooperativas.

O plano também enfoca as novas áreas de cooperação e prevê, por exemplo, a realização do primeiro encontro de Cidades Irmãs e Governos Locais do Brics em 2011, na China; dareunião de Ministros da Saúde em 2011, na China; e fomentar pesquisas conjuntas sobre questões econômicas e comerciais.


Cooperação intrabloco

O documento diz também que “nos planos econômico, financeiro e de desenvolvimento, o Brics é uma importante plataforma de diálogo e cooperação”. Estamos determinados, segundo o texto, a reforçar a parceria Brics para o desenvolvimento comum e a avançar, de forma gradual e pragmática, a cooperação intrabloco, refletindo os princípios de transparência, solidariedade e assistência mútua.

Segundo o grupo, a expectativa para o século XXI é que seja um período “marcado pela paz, harmonia, cooperação e desenvolvimento científico”.

“Reiteramos que essa cooperação é inclusiva e sem elemento de confronto. Estamos abertos a um crescente engajamento e cooperação com terceiros-países, em especial os emergentes e em desenvolvimento, assim como organizações internacionais e regionais”.

Os cinco países reforçaram seu posicionamento contra o " terrorismo em todas suas formas e manifestações” e enfatizaram “não haver justificativa alguma a quaisquer atos de terrorismo”. “Estamos determinados a reforçar nossa cooperação na luta contra essa ameaça global. Manifestamos nosso compromisso de cooperar para o reforço da segurança internacional da informação. Conferiremos especial atenção à luta contra o crime cibernético”, diz o texto.

A “Declaração de Sanya” também aborda questões econômicas e indica que o bloco apoia o Grupo dos Vinte (G20) “para que tenha papel cada vez maior nas questões de governança econômica global como o principal fórum para a cooperação econômica internacional”.

Sobre o próximo encontro da Cúpula do G20 em Cannes, em 2011, os Brics afirmaram esperar “resultados positivos nos campos da economia, finanças, comércio e desenvolvimento. Apoiamos os esforços em curso dos membros do G20 para estabilizar os mercados financeiros internacionais, para conseguir um crescimento forte, sustentável e equilibrado e para atingir o crescimento e desenvolvimento da economia global”.

No documento, a Rússia se oferece para ser anfitriã da Cúpula do G20 em 2013.


Fonte:
Blog do Planalto

 

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