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Operação da PF combate quadrilha de clonagem de cartões de crédito em SP
A Polícia Federal em São Paulo realizou nesta quinta-feira (28) a operação Pós-Habilitado, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada na clonagem de cartões de crédito, com atuação na Grande São Paulo e na Baixada Santista.
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, além de 15 mandados de prisão temporária. A Justiça também autorizou o seqüestro de bens e o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com vistas a futuro ressarcimento à Caixa Econômica Federal e outras instituições bancárias.
A investigação teve início há cinco meses após denúncia feita por empresa credenciadora de cartão de crédito. Segundo a empresa, foram instaladas três máquinas adulteradas em estabelecimentos filiados por criminosos. Eles se faziam passar por funcionários da credenciadora de cartões. Funcionários da própria empresa credenciadora foram cooptados pela quadrilha para a instalação.
A prática mais comum de adulteração das máquinas de cartão era a inserção de dispositivo para transmissão sem fio dos dados ilegalmente capturados, o que permitia a obtenção de trilhas magnéticas clonadas. O uso de notebooks em áreas próximas às de instalação das máquinas permitia que estas não precisassem ser retiradas do estabelecimento.
Após recuperar as trilhas ilegalmente capturadas, a quadrilha confeccionava os clones dos cartões, para uso próprio ou as revendiam para outros grupos criminosos.
Em alguns casos, comerciantes permitiam o uso indiscriminado de cartões clonados em seus estabelecimentos, repassando valores em dinheiro para os criminosos, mediante pagamento de comissão.
Os cartões clonados eram utilizados para compras diversas, de gêneros alimentícios a jóias, ou ainda, para aquisição de produtos eletrônicos, revendidos a receptadores pela metade do preço da nota fiscal.
As pessoas envolvidas no esquema criminoso serão indiciadas por furto qualificado mediante fraude e formação de quadrilha e, se condenados, estão sujeitos a penas que variam de dois a oito anos de reclusão.
Esta operação faz parte do Projeto Tentáculos, desenvolvido pela PF para combater crimes de clonagem de cartão e de fraude em internet banking.
Fonte:
Polícia Federal
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