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Assessor do governo diz que Brasil pode reconhecer governo de Honduras em breve

por Portal Brasil publicado: 09/05/2011 19h02 última modificação: 28/07/2014 13h40

A reaproximação do Brasil com Honduras pode estar próxima, sinalizou nesta segunda-feira (9) o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. A hipótese é analisada pelos integrantes do governo brasileiro, depois que a Justiça hondurenha anulou dois julgamentos em curso contra o ex-presidente Manuel Zelaya, deposto em 28 de setembro de 2009 e que passou a viver na exilado na República Dominicana.

“O Brasil não interrompeu as relações com Honduras, apenas congelou, por uma questão de coerência”, disse o assessor especial, lembrando que o governo brasileiro apoiou Zelaya. “Quando forem preenchidas as exigências [feitas pela comunidade internacional] o retorno de Honduras à OEA [Organização dos Estados Americanos] será normal.”

Garcia acrescentou ainda que o governo brasileiro mantém cautela em relação a Honduras em virtude de denúncias de violação de direitos humanos e fragilidade das instituições públicas do país. Para ele, é essencial destacar os esforços dos governos da Colômbia e da Venezuela na busca por um acordo entre o governo do presidente hondurenho, Porfirio Pepe Lobo, e o grupo de Zelaya.

Em 28 de setembro de 2009, Zelaya foi deposto por um golpe de Estado, de acordo com entendimento do governo brasileiro, organizado de setores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de Honduras. A iniciativa causou reações na comunidade internacional. Para o Brasil, o reconhecimento do governo Pepe Lobo e o retorno de Zelaya a Honduras estão vinculados à concessão de anistia ao ex-presidente.

Em junho de 2010, um grupo de especialistas da OEA fez uma série de recomendações às autoridades de Honduras para que o país pudesse ser reintegrado à entidade. Após a saída de Zelaya do poder, os governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Nicarágua decidiram não reconhecer o processo eleitoral que culminou na vitória do presidente Pepe Lobo, que tomou posse em 27 de janeiro de 2010.


Fonte:
Agência Brasil

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