Você está aqui: Página Inicial > Governo > 2011 > 05 > Secretário descarta volta da CPMF para compensar desoneração da folha de pagamento

Governo

Secretário descarta volta da CPMF para compensar desoneração da folha de pagamento

por Portal Brasil publicado: 10/05/2011 21h00 última modificação: 28/07/2014 13h40

O governo não recriará a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para compensar a desoneração da folha de pagamento, disse nesta terça-feira (10) o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Em seminário na Câmara dos Deputados para discutir a reforma tributária, ele assegurou que a redução da tributação valerá para todos os setores da economia e não será aplicada apenas a alguns tipos de empresa.

Segundo o secretário, o governo buscará uma forma de compensar a desoneração da folha de pagamentos com aumento de outros impostos para não prejudicar o financiamento da Previdência Social. Ele garantiu, no entanto, que o ressurgimento da CPMF está fora de cogitação. “A CNS [Confederação Nacional de Serviços] chegou a sugerir a recriação de uma contribuição no estilo da CPMF, mas a proposta não foi bem recebida nem pelos empresários. Não faz parte dos planos do governo federal fazer essa substituição”, afirmou.

De acordo com Barbosa, o governo não tem uma proposta organizada para desonerar a folha de pagamento e ainda está discutindo o assunto com empresários e centrais sindicais. Ele informou, porém, que pretende enviar uma proposta ao Congresso ainda neste ano. “Se tivermos sucesso na construção da proposta e mandarmos logo [para o Congresso], a desoneração poderá entrar em vigor em 2012”, afirmou.

O secretário destacou que os próprios empresários ainda divergem sobre a forma de compensar a desoneração. Segundo Barbosa, o governo até agora definiu apenas que a desoneração valerá para toda economia e que a alíquota da folha de pagamento não será zerada para preservar a fiscalização e diminuir as chances de sonegação do pagamento das contribuições para a Previdência.

Ainda não foi decidido se a transição para as novas regras será rápida, nem se haverá alíquotas diferenciadas por setores, como no Simples Nacional, cuja alíquota (inclusive para a Previdência Social) varia conforme o setor de atuação da micro e pequena empresas.

Atualmente, as empresas pagam 20% da folha de pagamento para a Previdência Social. Somada a outras contribuições, como os 2,5% para o Sistema S, os 2,5% para salário educação e os 8% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a tributação no Brasil varia de 34,3% a 39,8%.


Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Michel Temez faz a primeira reunião ministerial
Michel Temer se reuniu com novos ministros no Palácio do Planalto. Eles discutiram medidas que serão anunciadas nos próximos dias
Dilma destaca importância da agricultura para ‪‎o País
No lançamento do Plano Safra 2016/2017, a presidenta fez um balanço do apoio do governo federal ao setor
No Dia do Trabalho, Dilma anuncia reajuste noBolsa Família
Haverá reajuste médio de 9% no valor do programa e reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda
Michel Temer se reuniu com novos ministros no Palácio do Planalto. Eles discutiram medidas que serão anunciadas nos próximos dias
Michel Temez faz a primeira reunião ministerial
No lançamento do Plano Safra 2016/2017, a presidenta fez um balanço do apoio do governo federal ao setor
Dilma destaca importância da agricultura para ‪‎o País
Haverá reajuste médio de 9% no valor do programa e reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda
No Dia do Trabalho, Dilma anuncia reajuste noBolsa Família

Últimas imagens

Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Foto: Isac Nóbrega/PR
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Divulgação/EBC
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Foto: Elio Sales/SAC

Governo digital