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Brasil e Venezuela firmam dez novos acordos e apostam em intercâmbio regional

por Portal Brasil publicado: 06/06/2011 18h53 última modificação: 28/07/2014 13h43
Roberto Stuckert Filho/PR A presidenta Dilma Rousseff e o presidente Hugo Chávez durante declaração à imprensa no Palácio do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente Hugo Chávez durante declaração à imprensa no Palácio do Planalto

Os resultados da parceria entre Brasil e Venezuela foram destaque nesta segunda-feira (6), durante encontro que reuniu a presidenta Dilma Rousseff e o presidente venezuelano Hugo Chávez , no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). 

No encontro, Dilma e Chávez assinaram dez memorandos de parceria. Os acordos envolvem uma carta-compromisso para o fornecimento de nafta e derivados, cooperação nas áreas de normalização e regulação técnica, e parceria para instalação de um centro de diagnósticos para a produção de sementes na Venezuela.

 

Petrobras e PDVA 

Os especialistas da Petrobras e da estatal venezuelana, Petróleos de Venezuela (PDVSA), reúnem-se nos próximos dias 9 e 10 para retomar as negociações sobre o repasse de recursos para a construção da Refinaria Abreu e Lima. A Venezuela tem até agosto para fazer os aportes de recursos para se tornar sócia do Brasil na refinaria. 

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, confirmou também nesta segunda-feira que a data de agosto está mantida. A refinaria que está sendo erguida na região metropolitana de Recife deverá custar R$ 26 bilhões. No projeto básico as estimativas indicavam custo final de US$ 4 bilhões. 

Dos R$ 26 bilhões, a Petrobras investiu R$ 7 bilhões na unidade e informou que encerra o pagamento de R$ 10 bilhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), até agosto. Pelo acordo entre a Petrobras e a PDVSA, a refinaria vai processar 230 mil barris por dia, sendo metade produzido na Bacia de Campos e metade vindo da Venezuela. A diferença entre esses dois tipos de petróleo obrigou a Petrobras a separar o processamento do óleo, o que encareceu a planta.

 

Outras parcerias 

Os dois presidentes também definiram parcerias para sustentabilidade socioambientais nas áreas de Sucre e Orinoco, na Venezuela, além de acordo de extensão temporária de trabalho, assessoramento para o desenvolvimento de cadeias produtivas e termos de cooperação científica na área de biotecnologia. 

Chávez e Dilma firmaram ainda acordos para a integração produtiva de máquinas e equipamentos, monitoramento do comércio e parceria para erradicar a febre aftosa a Venezuela. 

Apenas em 2010, o comércio entre Brasil e Venezuela movimentou US$ 4,6 bilhões, um crescimento de 11,8% em relação a 2009. As exportações brasileiras alcançaram US$ 3,8 bilhões. Os venezuelanos compram do Brasil diversos produtos, em especial frango desossado e carne bovina, enquanto os venezuelanos vendem para os brasileiros, principalmente, petróleo e derivados. 

Para a presidenta Dilma, a parceria já é considerada estratégica e produtiva. Tanto é que o Brasil aguarda com “grande expectativa” o processo de inclusão da Venezuela ao Mercosul, segundo Dilma. “Nosso diálogo sobre os pontos principais da agenda e todas as atividades e as cooperações que já realizamos juntos mostram como é produtivo e amplo os nossos interesses comuns. E mostra também o tamanho do esforço que temos que fazer para explorá-los.” 

As importações brasileiras do mercado venezuelano permitiram um crescimento, em 2010, de 43%.

 

Novo modelo de relação 

Em meio a elogios ao Brasil e declarações de amizade à presidenta Dilma Rousseff, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apelou para que os países latino-americanos se unam em torno de objetivos comuns. Chávez disse é necessário afastar os “fatores exógenos” que geram ameaças de violência e comprometem a paz na região. 

“Temos de consolidar nossa área como uma zona de paz. Não queremos bombardeios nem golpes de Estado. Não queremos fatores exógenos. Somos unidos e integrados”, afirmou Chávez, após assinar os acordos. 

 “O Brasil e a Venezuela estão desenvolvendo um novo modelo de relação. Estamos criando um modelo de cooperação econômica, social e política”, completou o presidente venezuelano. Antes, porém, disse que o objetivo é fechar o acordo que vai permitir à Venezuela comprar aviões da Embraer.

 

Fonte:
Agência Brasil
Blog do Planalto

 

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