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Brasileiros devem tentar se prevenir contra restrições de entrada na Europa

por Portal Brasil publicado: 29/06/2011 11h28 última modificação: 28/07/2014 13h44

A informação de que, pelo segundo ano consecutivo, os brasileiros são os estrangeiros que sofrem mais restrições para entrar em países da União Europeia por via aérea aumentou o alerta das autoridades no Brasil. Segundo a Agência Europeia de Controle de Fronteiras (Frontex), o brasileiro forma o sexto grupo com mais permanências ilegais detectadas.

“Não temos essas informações porque o que nos chegam são reclamações de brasileiros que se sentem injustiçados de alguma forma. Mas o dado é preocupante da mesma forma”, disse a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Itamaraty, Maria Luiza Ribeiro Lopes da Silva.

Pelos dados da Frontex, divulgados na segunda-feira (27) pela BBC Brasil, apenas em 2010, 6.072 brasileiros foram impedidos de entrar na Europa. Os números equivalem a 12% do total de entradas recusadas. Segundo a agência, a maioria dos recusados tentava entrar em Portugal e na Espanha.

O Brasil aparece como o país com mais permissões negadas para entrar na Europa. No ano passado, a Frontex registrou 13.369 brasileiros vivendo ilegalmente na União Europeia - 3,8% do total. Mas quem lidera a lista de maior número de residentes ilegais na Europa é o Marrocos, com 6,3% do total. O Brasil fica na sexta posição, atrás ainda do Afeganistão, da Albânia, Sérvia e Argélia.

Segundo Maria Luiza, o preconceito, aliado à inflexibilidade nas regras e à injustiça, assim como o desconhecimento e a desinformação são os principais motivos que levam os brasileiros a ser impedidos de entrar em vários países da Europa. “Há relatos de brasileiros que tentaram comprovar que tinham dinheiro e que iam ficar hospedados em hotel, portanto que eram turistas ou viajantes, mas as autoridades estrangeiras não aceitaram os argumentos”, disse ela.

 

Recomendações

No esforço de evitar constrangimentos, os diplomatas recomendam que o viajante providencie todos os documentos exigidos pelo país que irá visitar. Lembram ainda que o turista poderá ser entrevistado, no idioma local, por isso é necessário tentar responder de forma clara e objetiva, assim como comprovar que está com a documentação adequada.

Na lista de documentos exigidos, o Itamaraty ressalta que o passaporte deve ser válido por no mínimo mais seis meses além da data da viagem. É preciso ainda que o viajante lembre de levar o comprovante autenticado de emprego no Brasil e seguro médico internacional. Caso o turista se sinta alvo de arbitrariedade ou desrespeito, tem direito a requerer a presença de uma autoridade consular brasileira.

 

Campanha

Na tentativa de reduzir as tensões, os diplomatas resolveram fazer uma campanha externa, com o apoio dos consulados e dos governos europeus e norte-americano, e interna, com a ajuda de autoridades locais. Em Minas Gerais, houve reuniões nas cidades de Governador Valadares, Ipatinga e na capital, Belo Horizonte. Procedentes desses municípios, muitos buscam oportunidades nos Estados Unidos e na Europa, mas reclamam do preconceito.

“O que nós queremos é que essas pessoas tenham conhecimento da realidade que vão encontrar no exterior e caso queiram retornar ao Brasil, tenham condições de recomeçar a vida e aproveitar as economias que fizeram fora daqui”, disse a diretora Maria Luiza, informando que muitos voltam ao Brasil e acabam perdendo o dinheiro que conquistaram.

Os funcionários do Departamento Consular do Itamaraty foram também a Macapá, no Amapá, e a Belém, no Pará, onde vários brasileiros tentam a sorte nos garimpos da Guiana Francesa e do Suriname. Os diplomatas estiveram ainda em Goiânia devido às denúncias sobre mulheres vítimas de redes de tráfico para a Europa.

Nos próximos dias, as reuniões ocorrerão em Criciúma, em Santa Catarina, e Porto Velho, em Roraima, por causa das informações de brasileiros atraídos para atividades informais nos Estados Unidos e na Europa. “O objetivo das reuniões locais não é desencorajar a imigração, mas esclarecer sobre o que ocorre em outros países e como evitar constrangimentos”, disse Maria Luiza da Silva.

Em agosto do ano passado, foi lançada uma cartilha, elaborada pelo Itamaraty, com orientações específicas. Inicialmente, o documento se refere apenas aos países europeus, mas o Ministério das Relações Exteriores planeja elaborar cartilha para turistas que viajam aos Estados Unidos e ao Oriente Médio.

Mais informações podem ser obtidas por meio dos telefones 61-3411-6456, no caso de quem está no Brasil. Se o viajante estiver no exterior deve ligar para +55 (61) 3411-8803. Também é possível obter dados na internet.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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