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Parentes das vítimas do voo 447 se reúnem com autoridades francesas em Paris
Parentes de vítimas do acidente com o voo 447 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em maio de 2009 se reúnem nesta quarta-feira (15), em Paris, com autoridades francesas responsáveis por investigar as causas do acidente em que morreram 228 pessoas. Além de informações sobre o início do processo de identificação dos restos mortais resgatados, os investigadores apresentarão um balanço dos trabalhos após o fim da quinta e última fase de buscas, encerrada no último dia 3 de junho, após as caixas-pretas do avião e corpos terem sido retirados do mar.
O processo de identificação dos restos mortais de 104 das vítimas resgatadas deverá começar nesta sexta-feira (17) ou sábado (18) e poderá levar meses, segundo o coronel François Daoust, diretor do Instituto de Pesquisas Criminais da Polícia Militar (IRCGN, na sigla em francês), órgão especializado na identificação de vítimas de catástrofes e que comandará esses trabalhos.
As vítimas eram de 33 nacionalidades, sendo a maioria francesa (72), brasileira (59) e alemã (26). Cinquenta corpos foram resgatados logo após a tragédia e a identificação de todos demorou dois meses. Vinte eram de brasileiros. De acordo com o coronel Daoust, os 104 restos mortais resgatados entre maio e o início deste mês podem não representar 104 vítimas já que podem ser de uma mesma pessoa.
O navio utilizado no resgate dos corpos e de peças do Airbus deve chegar à França na quinta-feira (16). Os corpos serão levados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Paris, onde uma equipe de legistas e dentistas realizará autópsias e os primeiros exames para detectar eventuais cirurgias, implantes, como marcapasso cardíaco ou pinos, além de uma análise detalhada da dentição.
O instituto francês já dispõe das informações necessárias à identificação do DNA dos parentes das vítimas europeias e de quase todas as outras nacionalidades, com exceção das brasileiras, disse Daoust.
“Aguardamos os dados do Brasil. Isso será resolvido em breve. Os dois juízes franceses estão em contato com a Justiça brasileira para a transferência das informações e do DNA à França”, declarou o coronel.
Dois observadores brasileiros vão acompanhar todo o processo.
Fonte:
Agência Brasil
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