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Missão empresarial faz prospecção de negócios nas Filipinas
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) realizam nesta semana uma missão empresarial ao Sudoeste Asiático, visitando Filipinas e Indonésia.
Na viagem, o grupo vai levantar informações sobre o potencial destes mercados. O representante do Apla, Flávio Castelar, aponta que o país é considerado estratégico da Ásia, onde estão alguns dos principais concorrentes brasileiros no mercado global, como a Índia. “Temos totais condições de atender os filipinos com a qualidade e longa durabilidade de nossos produtos”, afirmou.
Na viagem à Indonésia, que continua até quarta-feira (13), a missão terá a participação da empresa Tatu Marquesan/Civemasa, exportadora de implementos agrícolas.
As Filipinas são um arquipélago com cerca de 95 milhões de habitantes, IDH de 0,638 e PIB de 351 bilhões de dólares (dados de 2010), o que coloca o país em 33o lugar entre os 184 listados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Considerado um país em desenvolvimento, as Filipinas têm sua economia fortemente centrada na produção agrícola, principalmente de milho, cânhamo, arroz, cana-de-açúcar e tabaco.
Atualmente, o país importa etanol para suprir a demanda gerada por mistura de 5% de etanol a gasolina que ainda irá crescer, chegando a 500 milhões de litros por conta de novo marco regulatório que estabelece a adição de 10% de etanol na gasolina a partir de 2012.
O setor sucroalcooleiro no país também é bem organizado, segundo estimativas da Apex: hoje são 400 mil hectares de cana-de-açúcar processados por 28 usinas que produzem basicamente açúcar.
As autoridades do país acreditam que existam terras suficientes para cultivar cana-de-açúcar e atender a demanda da expansão do número de unidades.
Estima-se que nos próximos 5 a 10 anos sejam colocadas em funcionamento 10 novas plantas. “Acreditamos no potencial de inclusão das Filipinas no grupo de países produtores de energia originada da cana-de-açúcar. Há mudanças importantes em curso e o marco legal do país aponta para um consumo maior do que a produção atual de etanol”, disse Eduardo Caldas, gestor de projetos de Apex-Brasil.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
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