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Brasil critica BID e propõe ampliar fundo que ajuda países latino-americanos a enfrentar crises

por Portal Brasil publicado: 12/08/2011 18h34 última modificação: 28/07/2014 13h30

O Brasil quer integrar o Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar) para contar com um mecanismo regional para enfrentar os efeitos da crise econômica internacional. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, conversou sobre as intenções brasileiras, nesta sexta-feira (12), com a presidenta do Flar, a advogada colombiana Ana Maria Carrasquilla Barrera.

“Ficou combinado que o Flar fará uma série de viagens por vários países e virá ao Brasil, para que possamos discutir as condições para podermos ingressar no fundo”, disse Mantega, em  reunião com ministros da Economia e presidentes de Bancos Centrais dos doze membros da União de Nações Sulamericanas (Unasul), cujo tema principal foi a crise nos Estados Unidos e na União Europeia.

“Ficou decidido que vamos ter que nos preparar, tanto para eventuais agravamentos da crise que possam ocorrer, que possam nos afetar, como para uma crise mais longa nos países avançados”, disse Mantega.

Um dos objetivos do Flar é apoiar a balança de pagamentos dos países membros, concedendo créditos ou oferecendo garantias a empréstimos dados por terceiros.

Segundo Mantega, uma das condições para a entrada do Brasil no fundo é o pagamento de uma cota de US$ 500 milhões. Países menores pagam cotas menores. Alem de fazer parte do Flar, o Brasil defende o fortalecimento do banco de desenvolvimento da América Latina (CAF), criado em 1970 e composto por 18 paises latino-americanos, do Caribe e da Europa e por 14 bancos privados da Região Andina. A instituição promove o desenvolvimento sustentável e a integração regional.

Na reunião dos ministros da Economia, tanto Brasil como outros países criticaram a atuação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e exigiram reformas. “ O BID tem dado financiamentos importantes para a América Latina, mas foi desvirtuado ao longo do tempo”, disse Mantega. Segundo o ministro, o BID “deveria ser o FMI dos países latino-americanos”, mas, apesar de ter um presidente latino-americano, é controlado pelos Estados Unidos. O Brasil quer mudança “nas cotas, na participação de na governança do BID, para que o banco seja, de fato, dos latino-americanos”, disse Mantega. Sua posição foi apoiada por outros países da Unasul.

Na reunião decidiu-se também criar um conselho econômico para agilizar os encontros dos ministros da área econômica e dos presidentes dos Bancos Centrais.


Fonte:
Agência Brasil

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