Governo
Brasil e Canadá discutem crise financeira mundial em Brasília
A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (8), em Brasília, a visita do primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper. Um dos temas da reunião entre os representantes dos dois países foi a crise financeira pela qual passam os principais países do mundo. Para Dilma, Brasil e Canadá têm, nas iniciativas concretas de cooperação, um dos caminhos mais produtivos para que participem efetivamente do processo de retomada do crescimento.
“Nossos países dispõem de valioso potencial de desenvolvimento, e serão capazes de estreitar e efetivar essa relação de cooperação. Nós possuímos estrutura produtiva e pauta de exportação diversificada. A abundância de nossos recursos naturais representa seguro importante para um futuro sustentável de progresso e bem-estar para as nossas sociedades. Possuímos duas das maiores reservas mundiais de água doce e estamos entre os principais produtores de alimentos, minérios e energia renovável. (…) Somos igualmente duas grandes nações multiétnicas que compartilham princípios e valores democráticos”, enfatizou a presidenta.
Dilma também destacou a criação de um fórum de altos executivos Brasil-Canadá, que contribuiria para novas oportunidades de comércio e investimento, atualmente centradas em agricultura, mineração, energia e serviços. A parceria entre os dois países, segundo a presidenta, também tem de beneficiar outras nações, em especial as mais pobres e vulneráveis, como Haiti e a região do Chifre da África.
Ao comentar a situação do País diante da crise, Dilma afirmou que “hoje, estamos muito mais fortes para enfrentar a crise [econômica mundial] do que estávamos em 2008 e 2009”. De acordo com a presidenta, o Brasil possui quase 60% a mais de reservas, o que corresponde a cerca de US$350 bilhões. Além disso, os bancos brasileiros “estão completamente robustos” e o mercado interno, forte e aquecido.
“Temos clareza de que não somos imunes, não vivemos numa ilha, mas sabemos que o Brasil tem força suficiente para fazer face a essa conjuntura. (…) A melhor forma de enfrentar a crise é continuar o processo de desenvolvimento”, ressaltou.
A presidenta frisou que, ainda assim, o Brasil não está fragilizado, e solicitou apoio da imprensa para pedir a todos os segmentos do País muita tranquilidade, calma e nenhum excesso. Segundo ela, a reposta brasileira à crise será crescendo e gerando emprego e renda.
Estados Unidos
Para a presidenta, a avaliação do rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos por uma agência internacional, na última sexta-feira (5), é incorreta e não tem base real.
“Todas as avaliações, inclusive as nossas do Ministério da Fazenda, apontam que ela [a agência Standard & Poor’'s] errou (…), ela fez um cálculo com um erro, parece que de US$ 2 trilhões, então isso já é conhecido. Acredito que não se pode, em um momento desses, ficar tomando atitudes dessas que não têm base real.”
Dilma Rousseff criticou a política fiscal dos Estados Unidos e Europa e reiterou que os governos desses países têm que tomar providências. “Não é possível os países desenvolvidos acharem que o mundo pode ficar contemplando, de uma forma perplexa, o que aconteceu na semana passada”, continuou. Ela disse ainda que a insensatez política não pode levar a que o mundo sofra as consequências de políticas locais.
Fonte:
Blog do Planalto
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















