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Anistia Internacional prevê mais manifestações no Oriente Médio e no norte da África

por Portal Brasil publicado: 09/01/2012 14h13 última modificação: 29/07/2014 08h43

“A violência e a repressão deverão continuar a assolar o Oriente Médio e o Norte de África em 2012”, prevê relatório da Anistia Internacional (AI), divulgado nesta segunda-feira (9), referente à Primavera Árabe – onda de protestos e manifestações que ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África, entre 2010 e 2011, e que culminou na queda de líderes que se mantinham há anos no poder.

O documento analisa com detalhe as revoltas no Egito, que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak (que renunciou); na Tunísia, que resultou na fuga do ex-presidente Zinedine el Abidine Ben Ali; e na Líbia, que ainda vive em meio a tensões mesmo após a morte do ex-presidente Muammar Khadafi.

No relatório intitulado Ano de Rebelião: o estado dos direitos humanos no Oriente Médio e no Norte de África, a Anistia Internacional prevê a continuidade dos confrontos, “a menos que os governos da região e as potências internacionais percebam a dimensão das mudanças exigidas”.

No documento, a organização descreve como os governos da região recorrem à violência extrema para reprimir as manifestações populares em prol de reformas políticas e sociais e demonstra preocupação diante dos sinais da continuidade dos protestos. “Os movimentos de protesto em toda a região revelam ser resistentes face à repressão, por vezes, implacável. Eles são liderados, em muitos casos, por jovens - entre eles, mulheres - que desempenham papéis centrais”, avalia o documento.

No caso egípcio, apesar das promessas das Forças Armadas em cumprir as exigências do movimento civil, a Anistia constata abusos, em alguns casos, piores do que os ocorridos no governo de Mubarak e alertam para novas tentativas, por parte dos militares, de tomada do poder.

Na Tunísia, os membros da Anistia consideram o ritmo das mudanças lento, citando a espera por justiça pelas famílias das vítimas. A Anistia questiona a capacidade das novas autoridades para controlar as brigadas armadas que ajudaram a depor Khadafi, denunciando a falta de punição pelos abusos cometidos no regime anterior.

A organização critica ainda outros locais de tensão e repressão, como a Síria, Iémen, Bahrein, Arábia Saudita e Irã; e classifica como inconsistente a reação das potências internacionais e organismos regionais, como a União Africana, a Liga Árabe e a União Europeia.

 

Fonte:
Agência Brasil

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