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Campus Party: governos debatem avanço do software livre na área pública

por Portal Brasil publicado: 08/02/2012 20h40 última modificação: 29/07/2014 08h43

A primeira atividade do palco de software livre na Campus Party, evento sobre internet e tecnologia que começou em São Paulo na última terça-feira (7), foi um debate sobre as potencialidades do uso de tecnologias livres na administração pública. A mesa redonda reuniu Brasil, México e Espanha.

Corinto Meffe, diretor de integração de sistemas de informação no Ministério do Planejamento, falou sobre o crescimento do software livre no Brasil, destacando evoluções e retrocessos que esse modelo de negócio já enfrentou dentro dos órgãos governamentais.

Para o diretor, o principal ponto a superar é a mudança de mentalidade. “Software livre não é software grátis, software livre é um modelo de negócio, que algumas vezes será grátis e em outras será um serviço remunerado”, destacou Meffe. Segundo ele, é preciso fazer evoluir a ideia de colaboração e compartilhamento. “Muitas vezes, o software é livre, mas a mente é proprietária”, ressaltou.

Para Meffe, apesar do conhecimento acumulado e de um bom ecossistema de software livre, o Brasil ainda vive dilemas em relação à decisões estratégicas, entre elas a questão de licenças e serviços; controle e flexibilização; competição e colaboração. O diretor acredita que é necessária a criação de uma política pública que trate a questão da abertura do código de forma clara e transparente, no estímulo à abertura do código dos softwares que forem comprados pelo governo e, claro, no aumento do uso dentro das instituições públicas.

México

Manuel Marquez, líder do projeto de software livre no estado de Zacatecas, falou a respeito da experiência mexicana. Um dos principais destaques é a inclusão do tema no plano estatal de desenvolvimento. Cerca de 80% dos servidores do governo mexicano são baseados em Linux; 70% dos sistemas desenvolvidos são livres; 80% das bases de dados são Unix e Linux.

“O desafio, agora, é migrar as estações de trabalho. Devido à resistência, apenas 5% dos computadores são configurados com sistema operacional livre”, afirmou Marquez. Uma vantagem do modelo adotado em Zacatecas é a integração do software livre em todas as camadas: governo, educação, indústria e sociedade.

 

Fonte:
Serpro

 

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