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Censo do IBGE comprova que Brasil reduziu desigualdade social, afirma ministra

por Portal Brasil publicado: 27/04/2012 18h52 última modificação: 29/07/2014 08h45

Os resultados gerais da amostra do Censo 2010, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), retratam os avanços sociais do Brasil na última década, na opinião da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Além do aumento de renda, houve avanços nos indicadores sociais, como queda da mortalidade infantil e aumento da frequência escolar, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, as mais pobres do País.

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Mortalidade infantil cai 47,6% no País

 

A renda domiciliar melhorou especialmente no Nordeste, com crescimento de 25,5% entre 2000 e 2010. A Região Norte ficou em terceiro lugar, com aumento de 21,6%, atrás somente do Centro-Oeste, com aumento de 23,4%. Segundo Tereza Campello, a valorização do salário mínimo, o aumento do emprego e os programas de transferências de renda como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram fatores que contribuíram para o crescimento do rendimento médio mensal dos brasileiros no período.

A taxa de mortalidade infantil teve redução recorde na última década. O índice é 47,5% menor do que o registrado em 2000. “É um avanço espetacular. Em uma década, a mortalidade infantil caiu praticamente pela metade”, diz a ministra. O Nordeste teve a maior redução, de 58,6%. O IBGE reconhece a ampliação de políticas de acompanhamento da saúde e a melhor distribuição de renda como fatores preponderantes para a queda da mortalidade infantil.

As mulheres grávidas beneficiárias do Bolsa Família têm 1,5 de consultas pré-natal a mais do que as grávidas não beneficiárias com igual perfil socioeconômico. A quantidade de crianças nascidas entre 37 e 41 semanas é 14,1% maior nas famílias beneficiárias, em comparação com as famílias não beneficiárias, apontam estudos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

A frequência escolar aumentou significativamente na população de 7 a 14 anos. No Nordeste, o percentual de crianças fora da escola caiu para 45,1%. No Norte, a queda foi de 50% em relação a 2000. Hoje, o Bolsa Família acompanha a frequência escolar de 13,3 milhões de alunos entre 6 e 15 anos.

 

Fecundidade

A ministra considera ainda que os dados do Censo contribuem para rebater “mitos” em torno do Bolsa Família. A taxa de fecundidade caiu especialmente nas regiões Nordeste (-23,4%) e Norte (-21,8%). “Os dados mostram que o Bolsa Família não incentiva a natalidade. Ao contrário. A queda é maior nas regiões que mais recebem os benefícios do programa”, assinala Tereza Campello.

 

Modelo de desenvolvimento

Os resultados do Censo reforçam a opção do governo brasileiro por um modelo de desenvolvimento que prioriza a inclusão dos mais pobres, aponta Campello. Ela afirma que o Brasil é hoje referência para o mundo em crescimento com inserção social. “O Brasil cresce porque inclui e inclui porque cresce.”

 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social

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