Governo
Conselho dos Direitos da Mulher levará debate sobre questões de gênero à Rio+20
Os debates dos temas relacionados à mulher que farão parte da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) encerraram os trabalhos da 9ª Reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CDNM), na quarta-feira (30), em Brasília. Durante o evento, as conselheiras alertaram que o sucesso da conferência depende da inclusão das questões de gênero entre os temas políticos.
Sob a coordenação da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e presidenta do CNDM, o tema “Autonomia das Mulheres e Desenvolvimento Sustentável na Conferência Rio +20” foi abordado pela ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e pelo ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores. Para a ministra Eleonora, as discussões no CNDM foram instigantes e construtivas, porque “elevaram o diálogo entre governo e sociedade civil”.
A ministra do Meio Ambiente disse que não é possível discutir os temas ligados ao meio ambiente sem incluir a questão de gênero. “A inclusão da mulher na agenda de sustentabilidade faz com que o Brasil tenha um maior destaque em conferências”.
Izabella Teixeira acrescentou que a Rio+20 representa o ponto de partida na questão da segurança alimentar. Ela citou programas sociais que estão promovendo a cidadania das mulheres e apoiando o papel que muitas delas têm como chefes de família, a exemplo do Bolsa Família e do Bolsa Verde, Programa de Apoio à Conservação Ambiental que faz parte do Plano Brasil Sem Miséria.
Já o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, argumentou que a contribuição das mulheres é essencial para o desenvolvimento sustentável. Destacou que elas precisam “ter acesso à saúde, à educação, ao emprego e o direito de viver sem violência”. Patriota acrescentou que a agenda feminina na Conferência Rio+20 buscará “resultados ambiciosos”.
Sociedade civil
As representantes da sociedade civil no CDNM apresentaram algumas pautas para a Rio+20. “Gostaríamos que as questões alimentar, da fertilidade do solo, da água potável e de elementos que trazem uma vida mais saudável fossem discutidos na conferência”, ressaltou Justina Inês Cima, do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC).
A conselheira Carmem Foro, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), alertou que a Rio+20 fracassará na questão dos temas políticos se forem esquecidos temas importantes para as mulheres. Já a conselheira Graciela Rodrigues, do Instituto Equit – Gênero, Economia e Cidadania Global, frisou: “Temos que discutir o papel da mulher na democratização global e defender uma governança global democrática”.
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