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Brasil rechaça possibilidade de intervenção militar na Síria

por Portal Brasil publicado: 01/06/2012 18h42 última modificação: 29/07/2014 08h55

O Brasil rechaçou, nesta sexta-feira (1º), a possibilidade de adoção de uma resolução em favor de intervenção militar na Síria na tentativa de conter a série de violência na região. A embaixadora do País na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Nazareth Azevêdo, defendeu que as autoridades sírias solucionem o impasse internamente, mas que uma Comissão de Inquérito das Nações Unidas investigue as denúncias de violações de direitos humanos no país. O assunto foi tema de uma sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre a situação na Síria.

“Não há solução militar para a atual crise na Síria, e o governo sírio é o principal responsável por criar as condições necessárias para que o plano de seis pontos - negociado pelo emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan - possa prosperar”, disse a embaixadora, na Suíça. “Estamos extremamente preocupados com os relatos que descrevem a atual situação no país como de pré-guerra civil”, completou.

A possibilidade de intervenção militar é defendida pela embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, os esforços diplomáticos não têm sido suficientes para conter a violência na Síria. Porém, os Estados Unidos defendem que a intervenção ocorra apenas com o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas – no qual há resistências da Rússia, que é contra a medida.

Segundo a embaixadora Maria Nazareth Azevêdo, há um senso de urgência no país devido aos relatos de massacre, como o ocorrido em Houla, no último domingo (27), matando 108 pessoas, inclusive crianças.

“Condenamos, nos termos mais fortes possíveis, os assassinatos confirmados por observadores das Nações Unidas, de dezenas de homens, mulheres e crianças e ferimentos de centenas na aldeia de El-Houleh, perto de Homs”, ressaltou Nazareth.

Para a representante do Brasil, é essencial que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, coopere com as ações em busca da implementação da paz na região. “É imperativo que o governo sírio coopere plenamente com a Missão de Supervisão das Nações Unidas na Síria e ponha fim imediato ao movimento de tropas em direção às áreas urbanas”, disse.

A embaixadora reiterou a necessidade de investigar as acusações de crimes de violação de direitos humanos e contra a humanidade no país. “Em conformidade com o nosso apoio a todas as resoluções anteriores sobre abusos de direitos humanos na Síria adotadas por este Conselho, pela Assembleia Geral da ONU e pela Unesco, o Brasil insta a Comissão de Inquérito a investigar as mortes e estabelecer responsabilidades por esses crimes”, disse a diplomata.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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