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Caravana julga 32 pedidos de anistia em Florianópolis

por Portal Brasil publicado: 21/06/2012 17h41 última modificação: 29/07/2014 08h55

Esta é a 59ª edição do evento 

Trinta e dois pedidos de anistia por perseguição política, dentre eles o de dois jornalistas do periódico “O Estado”, de Santa Catarina, serão analisados durante a 59ª Caravana da Anistia, que será realizada em Florianópolis nesta sexta-feira (22). 

Os jornalistas Jurandir Pires de Camargo e Sérgio Antônio Rubim foram repórteres do jornal “O Estado” em Florianópolis e afirmam terem sofrido censura em uma cobertura da manifestação “Novembrada” contra o presidente João Baptista Figueiredo. A manifestação resultou na prisão de dezenas de manifestantes e teria causado a demissão dos profissionais.

Dentre diversos pedidos, serão julgados também o de Lanny Olinger. Ela teria sido perseguida e violentada na época da prisão do seu pai, quando tinha apenas 16 anos. Altamiro da Luz Andrade Neto alega ter sido prejudicado na sua carreira profissional por possuir certificado de isenção do serviço militar que designava “incapacidade moral” na ocasião do alistamento. 

A programação da Caravana começou na terça-feira (19) com atividades culturais, como mostras fotográficas, de cartoons e lançamento de livros e filmes. 

Veja outros processos que serão julgados:

Arnaldo Camargo de Freitas: funcionário da Itaipu binacional informa ter sido demitido por motivação exclusivamente política em decorrência de sua militância no meio estudantil e por ser vereador de partido oposicionista.

Carlos Alberto Berger: informa em seu pedido de anistia que o pai era mestre-de-obras e passava pelo centro de Florianópolis quando aderiu a uma manifestação estudantil, sendo, por conseguinte, preso, subjugado e torturado por aproximadamente 30 dias em virtude da participação na aludida manifestação.

Maria Damásio Zeferino Domingos: monitorado, processado, preso e torturado em decorrência da Operação Barriga Verde. 

José Roberto de Lima: militante da Tendência Leninista da Ação Libertadora Nacional preso no DOPS de São Paulo no ano de 1974.  

Antônio João Manfio: militante do movimento estudantil preso em Ibiúna/SP em 1968. Respondeu a Inquérito Policial Militar com base na Lei de Segurança Nacional. 

Ironaldo Pereira de Deus: estudante preso em 17 de abril de 1964. Foi condenado a um ano de reclusão.

Manoel de Oliveira Martins: foi denunciado em processo sob acusação de pertencer ao Grupo dos 11. Absolvido em 1967.

Amilton Alexandre: estudante preso em 1979 por participar da manifestação conhecida como Novembrada. Respondeu a inquérito policial militar e foi absolvido.

Ilda Dorini: viúva de anistiando, pleiteia reparação. 

José Wilson da Silva Jr: anistiando sofreu com o exílio de seu pai, morou fora do Brasil e passou por constantes mudanças ainda criança.

Carlos José Gevaerd: viúva solicita em nome do esposo, ex-funcionário do BB e professor da UFSC.

Ítalo Jesiel Pereira da Silva: ex-agente da PRF, que afirma ter sido perseguido e excluído da corporação por motivos políticos.

Luiz Ernesto Reis Quaresma: ex-bancário respondeu inquérito policial e processo judicial, sendo absolvido pelo STM. 

Zelma Medeiros: ex-agente da PRF, afirma ter sido perseguido e excluído da organização por motivos políticos.

Manoel Pedro Rosa: sofreu perseguição e foi afastado das suas atividades sindicais. 

Brigitte Buchli de Sousa: assessor Legislativo da Câmara de Vereadores de Joinville, preso na Operação Barriga Verde.

Maria Lúcia dos Passos Assis: militante do Movimento Comunista Revolucionário (MCR), preso em dezembro de 1971.

Carlos Correa David: militar das fileiras da Marinha do Brasil, foi desligado pelo Ato nº 424/1964.

Tarcísio Eberhardt: militante político e sindical,  membro da liga operária, preso por sua militância.

Ludmila dos Santos Demaria: comandante da Marinha Mercante, militante político e sindical, participou da Greve dos 100 mil marítimos. Foi preso e teve seus direitos políticos suspensos pelo Ato Institucional nº1

João José Costa: preso no DOPS por ter praticado atividades consideradas subversivas. 

Osni Rocha: foi preso em 1975 por conta da Operação Barriga Verde e respondeu a processo para apurar atividades subversivas e comunistas em SC.

Divo Fernandes D’oliveira e Outros: pertencia à Marinha Mercante e era membro do PCB. Foi preso no Rio de Janeiro em abril de 1964. Ao tentar visitá-lo no presídio em 1965, a esposa descobre seu desaparecimento.

Jaime Aleixo Da Silva e Outros: sucessoras alegam que o anistiando foi preso e acusado de pertencer ao Grupo dos Onze.

Sirley Baptista: indiciado em inquérito policial militar em 1970 por colaborar com o funcionamento do PCB. 

Helbert Georg: foi preso em seu escritório de Advocacia e condenado a dez anos de prisão como incurso no art. 21 do Decreto-lei nº 314/67.

Paulo Marcomini: militante do PCdoB e estudante de Agronomia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), foi expulso do curso em virtude de perseguição política. Respondeu IPM, foi processado e condenado com base na Lei de Segurança. Viveu 15 anos na clandestinidade.

Ricardo Przemyslaw: teve o nome citado na Operação Bom-Bril por ocasião dos interrogatórios dos presos políticos membros do MR-8 e foi denunciado por atividades subversivas.

Leia mais:

AGU garante no STJ suspensão de pagamento irregular de quase R$ 1 milhão a anistiados 

Ministério da Justiça anula 133 anistias políticas concedidas a ex-cabos da Força Aérea 

Governo federal concede anistia a perseguidas políticas em homenagem ao mês da mulher 

 

Fonte:
Ministério da Justiça

 

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