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Confira os blocos políticos e econômicos dos quais o País participa

Relações internacionais

Além do Mercosul, Brasil também participa do G-20, Brics, entre outros agrupamentos internacionais
por Portal Brasil publicado: 10/07/2012 00h00 última modificação: 29/07/2014 08h56

Em várias partes do mundo, países unem-se por meio de acordos intergovernamentais dando origem a blocos interregionais com objetivos políticos ou sociais. O Brasil participa de vários blocos, confira alguns a seguir:

Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Criada em 1996 na I Conferência de Chefes de Estado e de Governo dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, a Comunidade é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, que aderiu ao grupo após sua independência em 2002.

Seu objetivo é aprofundar as relações entre os países-membros, que possuem laços históricos, étnicos e culturais comuns. Concentra suas ações em três frentes: a concentração político-diplomática; a cooperação em todos os domínios; e a promoção e difusão da língua portuguesa. 

O Brasil tem realizado diversas ações de cooperação técnica com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop) e com o Timor-Leste nas áreas de formação profissional, segurança alimentar, agricultura, saúde, entre outras.

Agrupamento Brasil-Rússia-Índia-China-África do Sul (Brics)

O acrônimo Bric surgiu de um conceito desenvolvido pelo economista chefe do banco de investimento Goldman Sachs, Jim O’Neil, em estudo de 2001, intitulado “Building Better Global Economic Brics”. Nele, o especialista analisou os países que se destacam no cenário mundial atual em virtude do rápido crescimento de suas economias: Brasil, Rússia, Índia e China.

Cinco anos mais tarde, em 2006, o conceito deu origem ao agrupamento desses quatro países. Em 2011, a África do Sul juntou-se ao grupo, que adotou a sigla Brics.

O Brics não possui uma estrutura formalizada, embora esteja caminhando nessa direção. Ele funciona como um espaço de ampliação do diálogo, identificação de convergências em diversas áreas; além de ampliar as possibilidades de acordos comerciais entre os participantes.

G-20

O G-20 é um fórum informal que reúne países industrializados e emergentes para discussão de assuntos-chaves relativos à estabilidade econômica global. Foi criado como resposta às crises financeiras da década de 1990.

É composto pelos ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. 

A União Europeia também faz parte do grupo, representada pela presidência rotativa  do Conselho da União Europeia e pelo Banco Central Europeu. O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o presidente do Banco Mundial também participam das reuniões.

O G-20 defende que o fortalecimento da arquitetura financeira internacional e o diálogo acerca de políticas nacionais, cooperação internacional e instituições econômico-financeiras são as vias para o crescimento e o desenvolvimento mundial.

A presidência do Grupo é anual e rotativa dentre os membros. O Brasil ocupou a Presidência do G-20 em 2008. O México está à frente da instituição em 2012

G-15

O grupo se estabeleceu em setembro de 1989, após a conclusão da IX Cúpula dos Países Não-Alinhados em Belgrado, na Sérvia, com a finalidade de reunir um grupo pequeno e representativo de países capazes de tomar posições unificadas e compatíveis com a perspectiva do mundo em desenvolvimento, frente a temas da agenda econômica internacional.

Participam 17 países: Argélia, Brasil, Chile, Egito, Índia, Indonésia, Irã, Jamaica, Malásia, México, Nigéria, Senegal, Sri Lanka, Venezuela, Zimbábue e Quênia.

Além de contribuir para os debates internacionais, o grupo funciona como um fórum de promoção da cooperação Sul-Sul.

Cúpula Iberoamericana

Lançada em 1991, a Cúpula Iberoamericana tem o objetivo de consolidar o processo político, econômico e cultural dos 22 países de língua espanhola e portuguesa que a compõe. São eles: Andorra, Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Espanha, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

Aliança de Civilizações

Lançado em 2005 pelas Nações Unidas, o organismo visa mobilizar a opinião pública mundial para a superação de preconceitos entre povos com culturas e religiões diferentes e, assim, evitar conflitos e guerras. Assim, atua nas áreas de educação, juventude, meios de comunicação e migrações. 

O Brasil participa ativamente da iniciativa e elaborou, em 2010, um Plano Nacional para a Aliança das Nações que contempla ações de promoção dos direitos humanos, da cultura de paz e respeito à diversidade.

Cúpula América Latina, Caribe e União Europeia (ALC-EU)

Desde 1999, chefes de Estado e de governo dos países da América Latina, Caribe e União Europeia reúnem-se periodicamente para tratar de temas de interesse comum, principalmente projetos e cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação. A primeira reunião ocorreu no Rio de Janeiro. Posteriormente, foram realizadas cúpulas em Madri (2002), Guadalajara (2004), Viena (2006), Lima (2008) e, novamente, em Madri (2010).

Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas)

Em funcionamento desde junho de 2003, quando foi divulgado o primeiro documento do grupo, a Declaração de Brasília, o Ibas consiste num mecanismo de coordenção das ações no campo da política internacional. 

A proposta do Fórum decorre do fato de que os três países-membros possuem características comuns: são emergentes e são democracias multiétnicas e multiculturais interessadas em contribuir para a construção de uma nova arquitetura internacional, tomar posições conjuntas frente a problemáticas globais e aprofundar o relacionamento entre eles.

Cúpula América do Sul – África (ASA)

A ASA surgiu em 2006 do desejo e do interesse das duas regiões em construírem novos paradigmas para a cooperação Sul-Sul, baseados numa ordem mais multipolar e democrática.

Foi formalizada durante a I Cúpula América do Sul-África, realizada em Abuja, na Nigéria. O evento resultou na Declaração de Abuja, no Plano de Ação e na resolução de criação do Fórum de Cooperação América do Sul-África (Asacof). Um novo encontro foi realizado em 2009, na Venezuela. 

Fórum de Cooperação América Latina – Ásia do Leste (Focalal)

Nasceu da iniciativa conjunta de Cingapura e do Chile, em 1999, com o objetivo de estimular interação e conhecimento mútuos, promover maior diálogo político e intensificar a cooperação, de forma a criar possibilidades de atuação conjunta nos mais diversos campos. 

Reúne 34 países: 18 da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela) e 16 da Ásia do Leste (Brunei, Camboja, China, Cingapura, Coréia do Sul, Filipinas, Indonésia, Japão, Laos, Malásia, Mongólia, Mianmar, Tailândia, Vietnã, Austrália e Nova Zelândia).

Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa)

A Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa) é um mecanismo de cooperação interregional e um fórum de coordenação política, cujo objetivo é aproximar os líderes das duas regiões, que possuem afinidades políticas, econômicas e culturais. 

Participam 34 países, além do Secretariado-Geral da Liga dos Estados Árabes (LEA) e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Pelo lado sul-americano, são membros: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Os 22 países árabes membros da ASPA são: Arábia Saudita, Argélia, Bareine, Catar, Comores, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuaite, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Palestina, Síria, Somália, Sudão e Tunísia.

Desde 2005, quando surgiu, já foram realizadas duas reuniões de cúpula, além de vários encontros temáticos.

Mercosul e outros

O Brasil participa, desde a década de 1980, de uma série de iniciativas com o objetivo de fortalecer a América do Sul no cenário internacional.

Fonte:

Ministério de Relações Exteriores

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