Governo

Presidentes dos países do Mercosul se reúnem para discutir integração do bloco

Entrada do Equador e da Bolívia, a ampliação das negociações externas e a suspensão do Paraguai serão temas de debate
publicado: 05/12/2012 18h15, última modificação: 23/12/2017 10h32
Cúpula Mercosul

Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul acontece em Brasília (DF)

Acontece na próxima sexta-feira (7) a Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, com a presença dos presidentes Dilma Rousseff (Brasil), Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e José Pepe Mujica (Uruguai). Durante o encontro, serão discutidos temas de interesse da região como a entrada do Equador e da Bolívia ao Mercosul, a ampliação das negociações externas e a suspensão do Paraguai do bloco.

A cúpula começa com um café da manhã oferecido pelo Brasil, no Itamaraty, depois haverá a fotografia oficial. Assuntos de interesse dos cidadãos serão priorizados, como o livre trânsito entre os moradores do bloco e a validação de diplomas de cursos superiores.
Fórum Empresarial

Alguns presidentes deverão participar também do encerramento do Fórum Empresarial do Mercosul, evento simultâneo à Cúpula de Chefes que também começa sexta-feira (7). O fórum deve reunir cerca de 500 empresários sul-americanos que vão levantar sugestões do diversos setores da economia da região para incentivar o comércio e o desenvolvimento econômico. A principal demanda é definir taxas de importação e exportação entre os países.

As discussões do Fórum Empresarial vão se concentrar em quatro eixos: agronegócio, energia (com foco em petróleo e gás), inovação e infraestrutura e logística. A disposição é buscar investimentos recíprocos e incentivos ao comércio tanto interno do bloco quanto com outras regiões, como a União Europeia, a China e os Estados Unidos.

Os temas serão tratados em painéis separados, cada um deles com um moderador e quatro debatedores. As questões relativas às pequenas e médias empresas e à integração produtiva serão tratadas em todos os painéis. Os debates ocorrerão no Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília (DF).

Fórum Social

Desde segunda-feira (4), acontece, também em Brasília, outro evento ligado à Cúpula dos Chefes, a 14ª Cúpula Social do Mercosul. O pedido de integração dos movimentos sociais foi a temática da abertura do encontro, para promoção da cidadania e dos direitos sociais como forma de diminuir as divergências entre os países do Mercosul e manter a unidade do bloco.

Em seu discurso, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, citou avanços importantes no desenvolvimento de uma cidadania comum entre os países do bloco, como medidas adotadas nos últimos anos para facilitar a livre circulação de pessoas, a harmonização de legislações previdenciárias e trabalhistas, a modernização da identificação nas fronteiras e avanços na defesa do consumidor.

Criada em 2006, a Cúpula Social do Mercosul representa um espaço de diálogo entre os governos e a sociedade civil. Além de autoridades dos países do bloco, o evento tem a presença de representantes de centrais sindicais, confederações da agricultura familiar, pastorais sociais, cooperativas e organizações de pequenos e médios empresários. Também participam entidades relacionadas a temas como economia solidária, direitos humanos, mulheres, juventude, meio ambiente, saúde e educação. A partir desta edição, a Cúpula Social passará a ocorrer a cada semestre.

Mercosul

O Mercosul é formado pelo Brasil, pela Argentina, pelo Uruguai, pela Venezuela e pelo Paraguai – que está suspenso do bloco até abril de 2013. O Chile, o Equador, a Colômbia, o Peru e a Bolívia estão no grupo como países associados. 

Em 31 de julho deste ano, foi formalizada a adesão da Venezuela ao Mercosul. Com a entrada da Venezuela, o bloco reúne 270 milhões de pessoas, o equivalente a 70% da população da América do Sul, cujo Produto Interno Bruto (PIB) gira em torno de US$ 3,3 trilhões, aproximadamente 83,2% do PIB sul-americano, em um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados ou 72% da região.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) faz previsões positivas para o crescimento econômico dos países que compõem o Mercosul. A previsão de crescimento no Paraguai é 11%, no Brasil e no Uruguai, 4%, na Venezuela, 3,3%, e na Argentina, 3,1%.

De 2007 a 2011, as exportações interregionais aumentaram 58,44%, e o intercâmbio comercial do bloco com o mundo aumentou 53,82%. O Mercosul é considerado uma potência agrícola, por ser o maior exportador líquido mundial de açúcar e o maior produtor e exportador mundial de soja.

Desde 2007, o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) aprovou 40 projetos em diversas áreas, totalizando US$ 1,2 bilhão. O maior projeto apresentado ao fundo foi a criação da linha de transmissão elétrica Brasil-Paraguai, calculada em US$ 555 milhões.

Fonte:

Agência Brasil