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Dilma: satélite próprio aumentará segurança das comunicações

Conversa com a Presidenta

Em coluna semanal, presidenta lembra que projeto espacial irá favorecer comunicações no País e faz balanço do Mais Médicos
por Portal Brasil publicado: 05/11/2013 09h33 última modificação: 30/07/2014 00h17

 

Em sua coluna semanal publicada nesta terça-feira (5), a presidenta da República, Dilma Rousseff, voltou a defender a necessidade de o Brasil se proteger de casos de espionagem contra a privacidade de cidadãos e de assuntos de governo. Ao  responder sobre o assunto no Conversa com a Presidenta, Dilma lembrou que o País está em fase final para o lançamento e a contratação de um satélite próprio, dando mais sigilo e velocidade às comunicações dentro do território nacional, além de ajudar no monitoramento de fronteiras.

Na coluna, Dilma também respondeu à pergunta sobre o balanço inicial do programa Mais Médicos. A presidenta se mostrou confiante nos resultados da combinação de investimentos na melhoria de instalações de saúde em todo o Brasil e de incentivos para profissionais brasileiros e estrangeiros trabalharem nas regiões mais pobres do País.

Confira a íntegra do Conversa com a Presidenta desta terça-feira:

 

Wilson Santos, 27 anos, microempreendedor individual de Nova Iguaçu (RJ) – Por que não se compra um satélite para ser usado exclusivamente no Brasil? Poderiam ser alugadas frequências para as empresas de telefonia e as empresas públicas poderiam usufruir desse satélite. O Brasil tendo o seu próprio satélite dá um passo para o futuro, e com controle digital.

Presidenta Dilma – Wilson, o governo federal já está em fase  final para contratar a construção e o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Para isto, foi criada a Visiona, uma parceria entre a Embraer e a Telebrás. Esta empresa é responsável pela elaboração dos requisitos técnicos, pela busca e seleção das propostas e pela absorção de tecnologia. As empresas responsáveis pelo fornecimento e lançamento do satélite já foram selecionadas, num processo que seguiu rigorosos padrões técnicos e operacionais aplicados internacionalmente. O Satélite vai atender às necessidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), melhorando significativamente a oferta e a qualidade da internet, atendendo também às necessidades das comunicações estratégicas civis e militares do governo brasileiro. Para o Plano de Banda Larga, o satélite complementará a rede terrestre da Telebrás e permitirá levar a internet de qualidade a municípios localizados em áreas de difícil acesso, aonde não conseguimos chegar por via terrestre com fibra ótica.  Para a segurança das instalações e das informações, os centros de controle do satélite geoestacionário ficarão em instalações militares e serão operados, conjuntamente, pelo Ministério da Defesa e pela Telebrás. Na área da Defesa, um dos projetos beneficiados com essa expansão da capacidade de comunicações por satélite será o Sisfron, sistema de monitoramento das fronteiras terrestres. O governo está investindo no projeto cerca de R$ 1,4 bilhão, incluindo a montagem e lançamento do satélite, seguros e as plataformas terrestres. Esse projeto prevê ainda o lançamento de mais dois satélites. Com estas ações, Wilson, vamos aumentar a segurança das comunicações e da troca de dados entre os órgãos públicos, nas redes do governo, além de massificar o acesso à internet no âmbito do Plano de Banda Larga.

Presidenta, o Programa Mais Médicos já está melhorando a atenção à saúde de nossa população? (*)

Presidenta Dilma – Sim, o Programa Mais Médicos já está levando assistência a muitos brasileiros. Estamos tornando realidade o Pacto pela Saúde que propus em junho aos governadores e aos prefeitos. Estamos ampliando o acesso e melhorando a qualidade dos serviços oferecidos à população com a combinação de dois esforços: acelerando os investimentos em obras e na compra de equipamentos; e levando mais médicos para atender nossa população. Nesta semana estão chegando novos profissionais e, com eles, o Mais Médicos terá 3.664 médicos. Eles estarão atuando nas periferias das grandes cidades, nas médias cidades, no interior, em todas as regiões do país, mas com prioridade ao Norte e Nordeste, e atendendo também distritos indígenas e à nossa população quilombola. Serão mais de 12 milhões de brasileiros beneficiados por esses profissionais. Até o fim deste ano o número subirá para mais de 6.600 médicos, cobrindo cerca de 23 milhões de pessoas. E não vamos parar por aí. Em dezembro, será feita uma nova chamada, dando oportunidade aos médicos brasileiros que se formam neste final de ano. As vagas não preenchidas por médicos formados no Brasil serão oferecidas aos formados no exterior, como aconteceu nas chamadas anteriores. Vamos continuar abrindo chamadas até atingir 13 mil médicos no final de março do ano que vem, dando assistência básica a mais de 46 milhões de pessoas, quase a população da Argentina. É preciso ressaltar que o Programa Mais Médicos também aumentará a formação de médicos no Brasil. Serão 11.500 novas vagas de graduação em medicina até 2017, quase metade delas no Norte e no Nordeste. Outra ação importante do Mais Médicos são os investimentos em postos de saúde. Em parceria com os municípios, já concluímos as obras em mais de 4 mil postos de saúde em todo o país. Agora, estamos fazendo obras de ampliação e de reforma em outros 16.700 postos de saúde, e estamos construindo mais 6.200 postos. Vamos seguir firmes nesse caminho, pois ele significa muito mais saúde para o povo brasileiro.

(*) Esta pergunta, que precede a Mensagem, foi formulada pela Secretaria de Imprensa para melhor entendimento do conteúdo.


Fonte:

Portal do Planalto

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