Você está aqui: Página Inicial > Governo > 2014 > 02 > Entidades governamentais e civis planejam agenda pós-2015

Governo

Entidades governamentais e civis planejam agenda pós-2015

Sustentabilidade

No total, 83 participantes reuniram-se na sede do RIO+ para analisar a agenda brasileira no processo de criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
por Portal Brasil publicado: 14/02/2014 12h39 última modificação: 30/07/2014 02h54

A Secretaria-Geral da Presidência da República e o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) reuniram, na última terça-feira (11), representantes de organizações da sociedade civil, do governo brasileiro e das Nações Unidas para promover o diálogo e aprofundar o debate sobre o posicionamento do Brasil na construção de uma agenda para o desenvolvimento sustentável pós-2015.

No total, 83 participantes reuniram-se na sede do RIO+, no Rio de Janeiro, para debater e contribuir para a agenda brasileira no processo de criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), às vésperas do início formal das negociações internacionais, que começam em março de 2014 e devem terminar em setembro de 2015.

Estiveram presentes no evento Diálogos Sociais: Desenvolvimento Sustentável na Agenda Pós-2015 – Construindo a Perspectiva do Brasil” representantes de 41 entidades da sociedade civil (centrais sindicais, empresariado, academia, ONGs e movimentos populares ligados à proteção do meio ambiente, aos direitos da juventude, aos direitos da mulher, ao combate ao racismo, à promoção da cultura, à justiça no campo e à democratização do espaço urbano).

Pelo governo brasileiro, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Eduardo dos Santos; os secretários-executivos do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani; e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Diogo Sant’Ana; e o secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social, Paulo Januzzi, participaram ativamente dos diálogos. A presença em alto nível do governo brasileiro possibilitou aos representantes das entidades sociais interagirem diretamente com a formulação do futuro posicionamento do Brasil na Agenda Pós-2015.

O diretor do recém criado Centro RIO+ (vinculado à ONU), Rômulo Paes, e a maior autoridade das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, também contribuíram diretamente para os debates, especialmente com relação à agenda internacional de negociação do Pós-2015 e sobre os temas conceituais que envolvem os ODS.

Os representantes da sociedade civil identificaram algumas prioridades no debate sobre o Pós-2015, como combate à desigualdade, garantia dos direitos humanos, novos modelos de desenvolvimento, participação social, meios de financiamento e justiça socioambiental. Os participantes da sociedade civil identificaram 91 temas de relevância para a agenda Pós-2015. Um relatório com os principais registros do evento será disponibilizado para o público em breve.

O debate sobre o Pós-2015 – A iniciativa do evento pelo governo brasileiro e pelo RIO+ foi pautada pela visão de longo prazo necessária para avançar na agenda Pós-2015.

“O que há de positivo nesse debate agora é que estamos falando de uma disputa de futuro”, afirmou Rômulo Paes de Sousa, diretor do RIO+.

“Qual é o futuro que queremos, como pretendemos alcançar esse futuro e quais os instrumentos que deveremos ter para aferir como esse futuro está sendo construído?”, acrescentou Sousa.

Diogo Sant’Ana, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República defendeu: “Nosso principal objetivo é fazer um processo de escuta qualificada, conseguir absorver e conseguir dialogar com a sociedade civil brasileira e com os movimentos sociais como eles veem o processo de construção do Pós-2015 e como eles veem a construção dos conceitos e da concretude do desenvolvimento sustentável”.

Fátima Mello, diretora da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), disse que “o primeiro grande desafio para a agenda é construir legitimidade”.

A questão central erguida por Fátima, que foi acompanhada pelas contribuições dos diversos membros da sociedade civil presentes, é que a agenda do combate à desigualdade deve ser a principal preocupação do Brasil tanto para os ODS como para seu modelo interno de desenvolvimento.

Jorge Chediek, coordenador residente do sistema das Nações Unidas no Brasil e representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), salientou a intenção de evitar os problemas no processo de criação dos ODM.

“A tentativa agora [com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] é mudar completamente o processo, queremos que o processo seja democrático, participativo, com engajamento de governos e da sociedade civil na geração dessa nova agenda de desenvolvimento”, disse Chediek.

O secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social, Paulo Januzzi, mencionou a importância de se promover o equilíbrio entre crescimento econômico, inclusão social, desenvolvimento e equidade social, e sustentabilidade ambiental.

“Essa agenda Pós-2015 tem que articular políticas, metas, indicadores, objetivos e melhores práticas. Neste ponto, a contribuição brasileira pode fazer um diferencial”, afirmou Januzzi.

Francisco Gaetani reforçou a disposição do governo para o diálogo com a sociedade civil e apresentou suas principais reflexões sobre os desafios de construir uma posição brasileira na agenda Pós-2015.

“Estamos tentando formular um projeto nacional, esse é um desafio nosso, enquanto governo, enquanto sociedade, enquanto país, e isso só pode ser feito através de processamento dos conflitos, da qualificação dos debates, da discussão dos papéis e do enfrentamento político das discussões que temos pela frente”, disse Gaetani .

O embaixador Eduardo dos Santos reafirmou: “O ministro Figueiredo tem sido bastante enfático em seus pronunciamentos ao dizer que a política externa não existe sem o envolvimento e a participação direta da sociedade civil” e anunciou que o Itamaraty está organizando um ciclo de debates com a sociedade civil, academia e representantes do governo sobre temas de política externa, e um dos painéis envolverá também o tema Desenvolvimento Sustentável.

Participação continua

“Essa reunião é uma abertura de espaço (para a sociedade civil), mas ainda há muita gente que não conseguiu acessar a discussão”, afirmou Kitanji (Juliana Goulart Nogueira), do Movimento Nação Bantu (MonaBantu).

Diogo Sant’Ana entendeu as preocupações e afirmou que o processo de consulta à sociedade civil continuará. “(Vamos) continuar buscando a participação da sociedade civil no processo e transmitindo para as nossas instâncias (do governo)”, afirmou o secretário-executivo da Secretaria-Geral.

“A participação da sociedade civil em diálogo com o governo definitivamente cria políticas mais maduras, e o próprio processo (de consulta) vai se amadurecendo”, afirmou Claudio Fernandes, assessor de políticas internacionais da ONG Gestos.

O espaço inaugurou um processo de consultas e diálogos que o governo brasileiro terá com a sociedade civil sobre a Agenda Pós-2015. Está em fase de teste o site Participa.br, uma ferramenta de participação digital, aberto a todo cidadão brasileiro.

No site, foi disponibilizada uma trilha de participação social em que o cidadão poderá contribuir com ideias, sugestões e comentários sobre o tema. A ONU e o Centro Rio+ também estão disponibilizando espaço virtual de diálogo Rio Dialogues.

Fonte:
Secretaria-Geral da Presidência da República 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Michel Temez faz a primeira reunião ministerial
Michel Temer se reuniu com novos ministros no Palácio do Planalto. Eles discutiram medidas que serão anunciadas nos próximos dias
Dilma destaca importância da agricultura para ‪‎o País
No lançamento do Plano Safra 2016/2017, a presidenta fez um balanço do apoio do governo federal ao setor
No Dia do Trabalho, Dilma anuncia reajuste noBolsa Família
Haverá reajuste médio de 9% no valor do programa e reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda
Michel Temer se reuniu com novos ministros no Palácio do Planalto. Eles discutiram medidas que serão anunciadas nos próximos dias
Michel Temez faz a primeira reunião ministerial
No lançamento do Plano Safra 2016/2017, a presidenta fez um balanço do apoio do governo federal ao setor
Dilma destaca importância da agricultura para ‪‎o País
Haverá reajuste médio de 9% no valor do programa e reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda
No Dia do Trabalho, Dilma anuncia reajuste noBolsa Família

Últimas imagens

Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Foto: Isac Nóbrega/PR
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Divulgação/EBC
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Foto: Elio Sales/SAC

Governo digital