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Dilma: "Vamos mudar o horizonte do micro e do pequeno empresário para que ele possa crescer sempre"

Café com a Presidenta

Em dois anos e meio, programa Crescer emprestou R$ 12,5 bilhões para apoiar pequenos empreendedores; bancos públicos estão avaliando mecanismos para facilitar tomada de crédito e estimular crescimento do setor
por Portal Brasil publicado: 10/03/2014 08h25 última modificação: 30/07/2014 02h53

No programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (10), a presidenta Dilma Rousseff falou sobre o Crescer, o Programa de Microcrédito Produtivo para quem tem o sonho de abrir uma empresa ou quer melhorar o seu negócio. De acordo com a presidenta, o desafio é estimular o uso do crédito do Crescer para os investimentos, uma vez que 80% das operações são feitas por pessoas físicas e com um prazo médio de seis meses.

Dilma Rousseff explicou que, hoje, para conceder um crédito por um prazo mais longo, os bancos exigem uma garantia que o pequeno empresário, muitas vezes, não tem para dar. Por isso, os bancos públicos que oferecem o crédito do Crescer estão avaliando mecanismos para facilitar o acesso ao crédito para o investimento. Para a presidenta Dilma, é preciso mudar a cultura de que só se dá prata a quem tem ouro.

A presidenta também falou sobre o MEI, o programa do Microempreendedor Individual, responsável pela inclusão de 3,8 milhões de brasileiros e brasileiras no mercado de trabalho por meio de seus próprios negócios.  

Por fim, a presidenta informou que, nesta semana, a Caravana da Simplificação vai estar em Santa Catarina e Tocantins. De acordo com Dilma, o ministro Guilherme Afif já percorreu quatro estados (Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná) para explicar as diretrizes que o governo está adotando para simplificar a abertura e o encerramento de empresas. 

Confira a entrevista na íntegra.

Apresentador: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta! 



Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia a todos os ouvintes que, hoje, nos acompanham no Café! 



Apresentador: Presidenta, hoje eu queria falar sobre o Crescer, o Programa de Microcrédito Produtivo para quem tem o sonho de abrir uma empresa ou quer melhorar o seu negócio. Conta para a gente, presidenta, como o Crescer está ajudando os empreendedores brasileiros? 



Presidenta: Olha, Luciano, o Crescer oferece crédito fácil e barato para os brasileiros e as brasileiras que querem começar ou expandir o seu pequeno negócio. O Crescer, Luciano, tem financiamento médio de R$ 1.350,00. Tem gente que pega um pouco mais, tem gente que pega um pouco menos, mas, em geral, o Crescer atende gente que precisa de pouco, mas esse pouco significa muita coisa. Em dois anos e meio, Luciano, o Crescer já emprestou R$ 12,5 bilhões para apoiar os nossos empreendedores. Esses recursos significam a melhoria, o crescimento e a sobrevivência de um pequeno negócio. Um apoio, por exemplo, ao esforço da mãe que abriu o seu pequeno negócio e busca o aumento da renda da família. Cada um dos empréstimos do Crescer é uma alavanca para os nossos pequenos empresários e é mais desenvolvimento para o Brasil.

Apresentador: Um grande apoio do governo aos pequenos empreendedores está no crédito barato e sem burocracia, não é, presidenta? 



Presidenta: Exatamente. O crédito do Crescer tem juros de apenas 5% ao ano e é oferecido para todos os empresários com faturamento de até R$ 120 mil por ano. O limite de financiamento é de R$ 15 mil, e o empreendedor ainda conta com o apoio de um agente de crédito, que vai explicar direitinho como funciona o crescer. Por isso, a gente chama de Microcrédito Produtivo Orientado. Tudo isso tem incentivado muita gente a realizar o sonho de ter o próprio negócio e, com ele, conquistar uma vida melhor, com mais liberdade e com mais independência. Prova disso é que, no ano passado, o crédito do Crescer aumentou 66% e mais dinheiro foi emprestado para os nossos empresários. 



Apresentador: Qual é o nosso maior desafio, presidenta?

Presidenta: Luciano, mais de 80% das operações de crédito do Crescer são feitas por pessoas físicas e com um prazo médio de seis meses. Assim, a maior parte do dinheiro é para o curto prazo, ou seja, para o capital de giro do dia a dia. O nosso maior desafio, então, Luciano, é estimular o uso do crédito do Crescer para os investimentos, por exemplo, para a compra de máquinas e equipamentos, que vão melhorar a produtividade e o lucro das micro e das pequenas empresas, vão ampliar a renda dos pequenos e microempresários. Hoje, Luciano, para conceder um crédito por um prazo mais longo, os bancos exigem uma garantia, como, por exemplo, um imóvel, e o empreendedor individual ou o pequeno empresário muitas vezes não tem essa garantia para dar. Nós sabemos que esse pequeno empreendedor é bom pagador e pode ser coberto, por exemplo, por um fundo de aval. Por isso, os bancos públicos que oferecem o crédito do Crescer estão avaliando mecanismos necessários para estabelecer, seja o aval solidário, seja o aval tradicional, e facilitar o acesso ao crédito para o investimento. Sabe, Luciano, nós temos que mudar a cultura de que só se dá prata a quem tem ouro, só se concede empréstimo a quem tem um bem para dar em garantia. E nós vamos mudar essa história, pode ter certeza. Já fizemos muito e vamos fazer muito mais. Mudar o horizonte do micro e do pequeno empresário para que ele possa crescer sempre. É bom para eles e é bom para o Brasil. 



Apresentador: Com certeza, presidenta, e também estimula a formalização dos pequenos negócios. Como é que está isso?

Presidenta: Olha, Luciano, mais de 3,8 milhões de brasileiros e brasileiras já formalizaram o seu negócio entrando para o MEI, o nosso programa do Microempreendedor Individual. Essa marca foi atingida graças às medidas que tomamos desde o início de meu governo. Aumentamos, por exemplo, o valor do faturamento das empresas que podem participar do MEI para R$ 60 mil. E, com essa mudança, mais pessoas puderam participar do MEI. Reduzimos a contribuição para a Previdência de 11% para 5% do salário mínimo. Aí, Luciano, mais gente se animou a formalizar o seu negócio, contribuir para a Previdência e, assim, ter direito à aposentadoria, à licença-maternidade e auxílio-doença.

Apresentador: Que outras vantagens o MEI oferece para quem decidir abrir um negócio, presidenta? 



Presidenta: Olha, Luciano, o Microempreendedor Individual paga menos imposto e sem burocracia. O microempreendedor inscrito no MEI paga, em uma única via, se atuar no comércio ou na indústria, um valor fixo mensal de R$ 37,20. Se atuar no setor de serviços, paga R$ 42,20. Esse valor cobre todos os tributos e também a contribuição para o INSS. Além disso, quem está no MEI também pode usar o crédito do Crescer para impulsionar o seu negócio. Muita gente está aproveitando essa oportunidade, porque mais de R$ 1 bilhão do Crescer foram emprestados aos Microempreendedores Individuais em menos de três anos.

Apresentador: Presidenta, a gente sabe que as mulheres brasileiras são grandes empreendedoras, são verdadeiras guerreiras. Conta para a gente como é que está a participação delas no Crescer? 



Presidenta: Ah, Luciano, elas são a maioria dos clientes do Crescer. O total de operações do Crescer até agora chega a 9,2 milhões de operações. E aí, para você ter uma ideia, 5,7 milhões, ou seja, 61% foram feitas pelas mulheres. Isso mostra que as mulheres estão buscando, com muita determinação, o seu lugar no mundo do empreendedorismo. Uma dessas mulheres é a Luzinete da Silveira, lá de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A Luzinete tem 41 anos, dois filhos e decidiu ser dona do próprio negócio. Depois de muitos anos vendendo calçados pelas ruas de Campo Grande, a Luzinete viu, no Crescer, a chance de abrir uma loja, uma pequena loja. Com o empréstimo de R$ 2 mil na Caixa Econômica, ela montou a tão sonhada loja. O sucesso foi grande, Luciano, e a Luzinete decidiu melhorar ainda mais o seu negócio, mudando para um ponto estratégico em uma movimentada avenida comercial. Ela investiu o segundo empréstimo, no valor de R$ 3 mil, na compra de estoque, prateleiras e painéis expositores para deixar a nova loja ainda mais bonita. Esse esforço praticamente dobrou a renda da Luzinete, que ainda pode contar com todos os benefícios da Previdência, porque, desde o primeiro empréstimo, ela é uma Microempreendedora Individual. 



Apresentador: Um exemplo de sucesso, presidenta! Agora, para terminar o programa de hoje, eu queria fazer duas perguntas. Primeira: como o pessoal consegue o crédito do Crescer?

Presidenta: É muito fácil, Luciano. O crédito do Crescer está disponível nos bancos públicos: no Banco do Nordeste, na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil, no Banco da Amazônia, no Banrisul, no Banestes e na Agência de Fomento do Paraná.

Apresentador: Como está a Caravana da Simplificação, que o ministro das Micro e Pequenas Empresas está levando a todos os estados do Brasil? 



Presidenta: Está indo muito bem. O ministro Guilherme Afif já percorreu quatro estados, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná, explicando as diretrizes que estamos adotando para simplificar a abertura e o encerramento de empresas. Esta semana, ele vai estar em Santa Catarina e Tocantins. Até o final de maio, teremos visitado todos os estados brasileiros. Quero dizer, Luciano, que nós acreditamos muito na força, na determinação e no talento de cada brasileiro e de cada brasileira. Sabemos que os nossos empreendedores fazem um grande esforço para ver seus negócios crescendo, gerando renda e produzindo riquezas para o nosso país. Com o Crescer, o governo faz a sua parte, que é apoiar essa gente corajosa, que acredita no próprio sonho e cresce junto com o Brasil.

Apresentador: Presidenta, infelizmente, o nosso tempo chegou ao fim. Obrigado por mais esse Café. 



Presidenta: Obrigada, Luciano. Uma ótima semana para você e para os nossos ouvintes. 



Apresentador: Você que nos ouve pode acessar esse programa na internet, no endereço www.brasil.gov.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira. Até lá!

Fonte:

Empresa Brasil de Comunicação

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