Governo
Em Haia, Temer debate inclusão econômica e energia nuclear
Visita diplomática
O vice-presidente da República, Michel Temer, reuniu-se, na última segunda-feira (24), em Haia, nos Países Baixos, com a rainha Máxima Zorreguieta.
Natural da Argentina, a rainha Máxima exerce atualmente as funções de assessora especial do secretário-geral das Nações Unidas para Finanças Inclusivas para o Desenvolvimento e de presidente honorária da Parceria Global para Inclusão Financeira do G20.
A rainha pediu apoio do Brasil para promover a inclusão financeira dos pequenos e médios empresários, por meio do oferecimento de linhas de crédito.
Michel Temer explicou que o Brasil criou, nos últimos anos, mecanismos que possibilitaram a abertura de contas para mais de 25 milhões de brasileiros e que o governo federal já oferece linhas de crédito para pequenos agricultores, bem como para micro e pequenos empreendedores em geral.
Energia atômica
Ainda nos Países-Baixos, durante a III Cúpula de Segurança Nuclear, Michel Temer defendeu o uso da energia nuclear apenas para fins pacíficos. “O maior risco da humanidade não se encontra nas instalações de uso civil da energia nuclear e sim nas bombas atômicas”, ressaltou.
O vice-presidente brasileiro defendeu ainda uma convenção que proíba o uso de as armas nucleares e que preveja sua eliminação de forma "transparente, verificável e irreversível"com metas e prazos realistas.
O Brasil já apresentou uma declaração intitulada “Em maior segurança: uma abordagem abrangente da segurança física nuclear”, apoiada por outros 14 países: Argélia, Argentina, Chile, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Malásia, Filipinas, México, Nova Zelândia, Cingapura, África do Sul, Ucrânia e Vietnã.
“Um mundo que aceita as armas nucleares será sempre um mundo inseguro. É imperioso eliminar tais armas, que, em razão das catastróficas consequências humanitárias de seu uso, são uma ameaça permanente à humanidade”, finalizou Temer.
Relação bilateral
Em 2013, o comércio entre o Brasil e os Países Baixos registrou aumento de 17,8% em comparação com o ano anterior. Trata-se do principal resultado positivo da balança comercial brasileira com um parceiro individual.
Historicamente, o saldo do intercâmbio de mercadorias é favorável ao Brasil. Nos últimos três anos os superávits foram de US$ 11,4 bilhões (2011); US$ 11,9 bilhões (2012); e US$ 14,9 bilhões (2013).
Fonte:
Portal Planalto
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