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"O dia de hoje exige que nos lembremos e contemos o que aconteceu", destaca Dilma

Golpe Militar de 1964

Presidenta lembrou que há 50 anos o Brasil deixou de ser um país de instituições ativas, independentes e democráticas e, por 21 anos, a liberdade e sonhos foram calados
por Portal Brasil publicado: 31/03/2014 13h06 última modificação: 30/07/2014 02h54
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Presidenta Dilma Rousseff falou sobre os 50 anos do Golpe Militar, celebrados neste 31 de março

Presidenta Dilma Rousseff falou sobre os 50 anos do Golpe Militar, celebrados neste 31 de março

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira (31), ao referir-se ao golpe militar de 1964, que o dia de hoje exige que nos lembremos e contemos o que aconteceu. Dilma lembrou que há 50 anos o Brasil deixou de ser um país de instituições ativas, independentes e democráticas e que por 21 anos nossa liberdade e sonhos foram calados. Mas, graças ao esforço de todas as lideranças do passado, dos que vivem e dos que morreram, foi possível ultrapassar os 21 anos de ditadura.

“O dia de hoje exige que lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos isso a todos que morreram e desapareceram, aos torturados e perseguidos, a suas famílias, a todos os brasileiros. Lembrar e contar faz parte de um processo muito humano, desse processo que iniciamos com as lutas do povo brasileiro, pela anistia, Constituinte, eleições diretas, crescimento com inclusão social, Comissão Nacional da Verdade, todos os processos de manifestação e democracia que temos vivido ao longo das últimas décadas. Um processo que foi construído passo a passo, durante cada um dos governos eleitos depois da ditadura”.

Dilma afirmou que o Brasil aprendeu o valor da liberdade, de Legislativo e Judiciário independentes e ativos, da liberdade de imprensa, do voto secreto, de eleger governadores, prefeitos, um exilado, um líder sindical, que foi preso várias vezes, e uma mulher também que foi prisioneira.

“A grande Hanna Arendt escreveu que toda dor humana pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história. As cicatrizes podem ser suportadas e superadas, porque hoje temos uma democracia, podemos contar nossa história. Nesse Palácio, dois anos atrás, quando instalamos a Comissão Nacional da Verdade, eu disse que se existem filhos sem pais, pais sem túmulos, nunca mesmo pode existir uma história sem voz. E o que dará voz à história são os homens e mulheres livres sem medo escrevê-la. Quem dá voz à história somos nós”.

Fonte:
Portal Brasil
Blog do Planalto 

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